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terça-feira, 18 de setembro de 2012
A Luta de Classes se Acirra no Brasil
sábado, 11 de agosto de 2012
A CLASSE TRABALHADORA REAGE A UM ATAQUE HISTÓRICO - Por: Osvaldo Coggiola
quinta-feira, 10 de junho de 2010
VITÓRIA DO OPERARIADO FRIBURGUENSE!
Depois de quase quinze dias parados, operárias e operários da Fábrica Filó, filial da multinacional Triumph International em Nova Friburgo (Rio de Janeiro), terminaram a greve no dia de ontem (09/06), tendo arrancado dos patrões importantes conquistas: reajuste de 16% (dezesseis por cento) nos salários, cesta básica, não desconto dos dias parados e o compromisso assinado de que, caso haja, da parte do Governo do Estado, vontade política para fazer valer o salário mínimo estadual de R$ 603,00, a empresa irá cumpri-lo. O piso salarial da fábrica (que negocia em separado com o Sindicato de Trabalhadores e não participa das negociações em torno do Acordo Coletivo e recusou-se a conceder reajuste no ano passado) ficou em R$ 560,00, um ganho razoável em relação ao piso anterior, de R$ 485,00.
Mais importante do que o ganho material – sem, entretanto, desprezar o significado deste reajuste nas mesas e casas das famílias que dependem dos empregos e salários – é destacar a enorme conquista para a organização e o salto de consciência do grupo de trabalhadores que encarou de forma corajosa as ameaças dos patrões, mantendo a greve até a negociação final satisfatória. A greve representou um marco na história da classe trabalhadora friburguense, que amarga há décadas o refluxo do movimento operário e sindical. As lutas mais significativas dos tempos mais recentes foram a greve dos operários da Fábrica de Rendas Arp (anos 1980), a ocupação da Fábrica metalúrgica Haga (anos 1990) e a também ocupação da Eletromecânica, no início deste século. As duas últimas mobilizações, no entanto, resultaram, depois de arrefecido o movimento, em ascensão de grupos com mentalidade capitalista à frente das empresas ocupadas.
A luta das trabalhadoras e trabalhadores da Filó tem um grande significado neste momento histórico, em que a classe trabalhadora brasileira encontra-se ainda tão dividida por conta dos imperativos do capitalismo contemporâneo e seu processo violento de expropriações (aumento vertiginoso da extração da mais-valia, ampliação da jornada de trabalho, fragmentação das unidades fabris, cooptação ideológica dos trabalhadores para o projeto individualista e consumista, etc). Para as imensas dificuldades de enfrentamento à lógica do capital e aos reflexos da crise econômica mundial, muito contribui a postura de acomodação de setores majoritários do sindicalismo (à frente a CUT e a CTB, que hoje, nacionalmente, pouco diferem da Força Sindical) diante do fenômeno da "globalização" e das ações emblemáticas do governo Lula, que se apresenta como protagonista de um capitalismo "humano", colaborando, na verdade, para o avanço vertiginoso das relações capitalistas no Brasil e da presença destacada do país no âmbito internacional, como uma nova potência a disputar seu espaço no interior do imperialismo.
Ao longo destes dias de greve, além da comprovada unidade posta em prática pelas operárias e operários da Filó, com a firme condução do Sindicato de Trabalhadores no Vestuário (por sinal, dirigido por companheiros ligados ao PT e à CUT – o que prova a heterogeneidade do movimento político e sindical brasileiro), vale ressaltar também a mobilização dos demais sindicatos de trabalhadores de Friburgo e sua solidariedade ativa ao movimento: metalúrgicos, têxteis, hoteleiros, professores (das redes pública e particular), trabalhadores da saúde, químicos estiveram na porta de fábrica no dia a dia dos piquetes. Outros sindicalistas colocaram sua estrutura material à disposição da luta. Também os militantes dos partidos de trabalhadores se solidarizaram, como o PT, o PSOL, o PCB e o PSTU, assim como ativistas da Intersindical e da Conlutas.
Avançar na organização da classe trabalhadora friburguense (e de todo o país) continua a ser o grande desafio de todos nós, que desejamos a superação revolucionária do capitalismo. Mas a vitoriosa luta encampada pelo operariado da mais importante fábrica do setor de vestuário de Friburgo (em que pese hoje ocupando posição de menor destaque na economia da cidade, com um número bem reduzido de trabalhadores em relação ao passado) serve de exemplo para os trabalhadores em geral, demonstrando uma vez mais que somente através do enfrentamento ao capital e da organização se obtêm conquistas. Sinaliza também, para setores de vanguarda do movimento sindical brasileiro, que tentam a todo custo a criação açodada e de cima para baixo de uma nova "central sindical", que a unidade se faz na luta e com a participação efetiva dos trabalhadores e das trabalhadoras.
A luta continua. Avançar na organização da classe trabalhadora para novas conquistas!
Ricardo Costa (Rico) – Secretário de Organização da Base Francisco Bravo (PCB de Nova Friburgo) / Comitê Central do Partido Comunista Brasileiro
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Partido Comunista Brasileiro – Fundado em 25 de Março de 1922
terça-feira, 2 de março de 2010
Nova greve geral de 24 horas na Grécia - A imprensa burguesa escondeu estas notícias



por KKE (Partido Comunista Grego)A nova greve de 24 horas, deflagrada em 24 de Fevereiro contra os planos do governo social-democrata do PASOK para colocar o fardo da crise capitalista sobre os ombros dos trabalhadores, obteve um grande êxito. Milhões de trabalhadores resistiram à intimidação dos partidos do capital (o social-democrata PASOK, o conservador ND, e o extrema-direita, racista LAOS), os quais argumentam que os trabalhadores devem submeter-se para que se "resgate o país da falência". O "patriotismo" dessas forças políticas tem somente um objectivo: manter e expandir o lucro do capital as expensas dos ganhos dos trabalhadores através do aumento das idades para a aposentadoria, corte de salários e pensões, com o posterior desmonte do sistema de segurança social, deteriorando as relações de trabalho e aumentando impostos contra o povo. PARTICIPARAM 70 CIDADES Ao mesmo tempo a vasta maioria do povo trabalhador foi mobilizada e participou das actividades de massa organizadas pelo PAME (Frente Militante de Todos os Trabalhadores), a aliança classista orientou os sindicatos na Grécia. PAME organizou federações de trabalhadores da indústria, Centros de Trabalho (organizações sindicais regionais), como também o fez com centenas de sindicatos de base. Em consequência, a maioria dos trabalhadores demonstrou sua aversão às federações sindicais comprometidas do sector privado (GSEE) e do sector público que – justamente como o governo do PASOK faz – afirmam que "jogos especulativos" contra a Grécia são o maior problema deste país. Em verdade, a especulação é simplesmente um resultado e aspecto da decadência do sistema capitalista e demonstração das contradições intra-imperialistas entre o Euro e o Dólar. A vasta maioria do povo trabalhador que participou das demonstrações do PAME em 70 cidades demonstrou que ela apoia de confrontação geral coma burguesia, linha essa promovida pela PAME, que exige que a plutocracia pague pela crise e luta contra a União Europeia, a frente unida capitalista contra o povo e suas medidas contra os direitos trabalhistas, a fim de alimentar a luta para a derrocada do poder do capital. BLOQUEIO DA BOLSA DE VALORES DE ATENAS A PAME preparou esta greve, visitando centenas de locais de trabalho, discutindo com os trabalhadores sobre a necessidade da luta e preparação desta batalha em todos os níveis. A esta altura, devemos mencionar o encontro organizado em Atenas pelo Secretariado de Imigrantes da PAME. Nessa reunião, compareceram imigrantes de todo o mundo que vivem e trabalham na Grécia e aderiram às aCções da PAME. Os comunistas desempenharam um papel significativo na organização desta greve através da campanha política que o Partido Comunista Grego travou nos locais de trabalho, revelando os objectivos reais do governo e chamando o povo trabalhador à luta contra aquelas medidas. Na véspera da greve, o Gabinete de Imprensa do CC do Partido Comunista Grego enfatizou, entre outros: "O governo, a União Europeia e a plutocracia já disseram o suficiente. Se essas medidas bárbaras serão ou não aprovadas depende também da postura e das acções do povo trabalhador. Por esse motivo, o Partido Comunista Grego conclama todos os trabalhadores, independentemente de partido em que tenha votado nas eleições, a assumirem uma posição classista patriótica através da participação na greve e nos eventos de massa da PAME. Conclama os trabalhadores a desafiar a manipulação e intimidação dos empregadores. A luta e o sacrifício de nossa classe, o presente e o futuro da classe trabalhadora exigem que se posicionem e lutem; não para desistir dos recentes direitos populares como exigido pelas necessidades do capitalista do lucro e da competitividade. Além disso, o Partido Comunista Grego colou cartazes e organizou demonstrações nas vizinhanças de Atenas e em outras cidades por todo o país encorajando o povo trabalhador a unir-se à luta. O bloqueio do edifício da bolsa de valores de Atenas pelas forças da PAME desempenhou um papel significativo na propagação e no sucesso da greve. Em 23 de Fevereiro, às 6h30 da manhã as forças da PAME bloquearam as três entradas do prédio da Bolsa, símbolo da pilhagem do povo trabalhador, dos seus fundos de pensão e da sua riqueza por um punhado de capitalistas. "A plutocracia deve pagar a crise" foi o slogan da propaganda da PAME. Ao mesmo tempo, cartazes revelavam: "Aqui está o dinheiro: os depósitos das empresas, em 2004, foram: 36 mil milhões de euros; em 2009, 136 mil milhões de euros. 250 mil trabalhadores recebem um salário de 740 euros. Ao mesmo tempo, 700 mil milhões de euros estão nos bolsos das grandes empresas. O PASOK e o ND encheram os bolsos dos banqueiros com quantias que vão de 233 a 759 mil milhões de euros". No dia da greve milhares de trabalhadores e estudantes juntaram-se aos piquetes da PAME nas portas das fábricas e outros locais de trabalho. MANIFESTAÇÕES DE MASSA EM ATENAS Milhares de fábricas e empresas, locais de construção, escolas, portos e aeroportos e toda actividade produtiva foram congelados. A participação da massa na greve e as manifestações da PAME deram uma resposta vigorosa ao governo e à União Europeia. Foram criadas melhores condições para o surgimento de um contra-ataque dinâmico dos trabalhadores e do povo que evitará aquelas medidas bárbaras e a derrocada final da política anti-povo. Em Atenas, a manifestação de massa ocorreu na praça Omonia, no centro da cidade. O presidente da federação dos sindicatos dos gráficos, Iannis Tolis, em seu discurso no comício, enfatizou: "As forças do capital e seus representantes políticos entendem que, quanto mais chantagearem e intimidarem os trabalhadores, quanto mais tentarem iludi-los e colocar novos encargos sobre eles, mais ódio e indignação causam. Elas temem a perspectiva de um levantamento geral dos trabalhadores e, por esse motivo, o governo e o patronato, a oposição, o ND e a UE, bem como seus instrumentos e os partidos do caminho único na UE, criaram uma frente conjunta. Eles estão errados se acreditam que podem manipular a vontade dos povos, quando este está no caminho da luta de classe. A História provou que, quando o rio flui não pode refazer o seu curso". Representantes dos imigrantes e da Frente de Luta dos Estudantes (MAS) apresentaram saudações na mobilização. Do comício também participou uma delegação do CC do Partido Comunista Grego liderada pelo secretário do partido, Aleka Papariga, que declarou: "Os trabalhadores deve superar o medo e o fatalismo. Eles devem intimidar o inimigo e não cair na armadilha da escolha entre a União Europeia e os EUA como pretende o primeiro-ministro, Sr. Papandreu". A seguir, os manifestantes marcharam até o Parlamento Grego. Ver também: http://resistir.info/grecia/greve_10fev10.html O original encontra-se em http://inter.kke.gr/News/2010news/2010-02-generalstrike Este artigo encontra-se em http://resistir.info/ . |