quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

A criminosa omissão do governo brasileiro diante do holocausto palestino (07/01/09)


O presidente Lula mergulha em Fernando de Noronha

(Ivan Pinheiro*)

O Presidente Lula e Dona Marisa continuam curtindo as bucólicas praias privativas da Marinha brasileira. Saíram há dias de Fernando de Noronha e, neste momento, estão no paradisíaco litoral baiano, perto de onde passaram alguns dias o Presidente Sarkosy e Carla Bruni, a nova primeira dama francesa.

Apesar do perfil de revista Caras (um playboy e uma modelo), o romântico casal francês terminou cedo suas férias. Anteontem, Sarkozy estava em Ramallah, território palestino da Cisjordânia, em reunião com Mahmoud Abbas, o Presidente da Autoridade Nacional Palestina. Nos últimos dias, passou pela Síria, por Israel, pelo Líbano e o Egito. Largou o calção de banho e sua camisa listrada e saiu por aí, roubando a cena, num quadro mundial em que prevalece o silêncio cúmplice dos governos frente à chacina que promove Israel na Faixa de Gaza. Sarkozy está capitalizando, para si e para os interesses imperialistas que representa, uma paz de cemitério, para legitimar a progressiva ocupação israelense dos territórios palestinos. Israel morde e ele assopra.

Enquanto Hugo Chávez tenta corajosamente uma contra-ofensiva mundial em solidariedade à Palestina, Lula só volta da praia no dia 12! Quinze Ministros aproveitaram a ausência do chefe para esticar o feriadão. O governo entrou em férias coletivas, deixando uma equipe de plantão.

É lamentável que tenham ficado apenas na retórica as declarações de Lula, na emoção do réveillon, quando criticou corretamente a ONU por se render ao veto unilateral dos Estados Unidos, apesar de só ter reclamado do "exagero" da reação israelense, como se fosse possível pedir ao leão que seja razoável ao atacar seus rivais na floresta.

Imaginem o peso político que poderia jogar o Brasil, num cenário em que só uma ampla pressão mundial é capaz de deter a mortífera máquina de guerra imperialista israelense, que fez do Gueto de Gaza um imenso Carandiru (**), onde as tropas que vigiavam os presos resolveram entrar atirando.

Ontem chegou a cem o número de crianças assassinadas.

É para isso que Lula sonha com uma cadeira para o Brasil no Conselho de Segurança da ONU? Ou será que esta criminosa omissão é o preço de um prêmio por bom comportamento?

* Ivan Pinheiro é Secretário Geral do PCB.
** Carandiru – penitenciária brasileira desativada, em que a polícia acabou com uma rebelião matando centenas de presos.

“Assim se morre sem socorro”: o testemunho dos médicos voluntários que estão na Faixa de Gaza

Médicos e enfermeiros da organização humanitária Médicos Sem Fronteiras contam a própria experiência nas zonas inacessíveis a imprensa

Segundo os dados oficiais, 50% das vítimas registradas desde o inicio da ofensiva terrestre na faixa de Gaza è constituído por mulheres e crianças. Ao mesmo tempo, o acesso aos feridos foi gravemente impedido. Os membros da equipe dos MSF perderam muitos familiares por causa dos bombardeamentos, enquanto outros tiveram que abandonar as próprias casas. Um médico palestino dos MSF e Cecile Barbou, coordenadora medica do MSF na faixa de Gaza, foram contatados telefonicamente.
Um médico palestino dos MSF: “No dia 5 de Janeiro em gaza, foi atingida uma ONG sanitária local. Perto do bairro onde vivo destruíram quatro ambulâncias, antigidas quatro vezes por um F-16.
A explosão destruiu um edifício perto da minha casa, na qual perderam a vida 10 pessoas da mesma família, sobretudo mulheres e crianças. Era mas 6.30 da manhã. Agora acabaram de atingir uma estufa para a cultivação de verduras aqui perto.
Estamos todos completamente exaustos. Eu estou exausto porque tenho uma família, e acordamos por causa das bombas, dormimos sob os bombardeamentos. E não sabemos quando as bombas caem.
A maior parte da vitimas são civis, em grande parte são crianças, e o numero continua a crescer. Existe um grande problema para o acesso e para evacuar os feridos e mortos nas zonas atingidas, as ambulâncias não conseguem chegar nas zonas que devem ser evacuadas. Por isso a maior parte das vitimas durante a ofensiva terrestre morreram por causa das feridas sem que ninguém pudesse salvá-las e levá-las para um hospital.
Ontem, ambulâncias conseguiram evacuar os feridos do dia precedente e muitos feridos eram graves. Talvez tenham sido feridos levemente ou moderadamente, mas a causa da perda de sangue e da falta de acesso à cuidados médicos se encontram agora em uma situação muito grave e critica.
Por 10 dias o hospital de Shifa efetuou sozinho 300 operações cirúrgicas importantes – amputações, cirurgias vasculares e ortopédicas. Acho que os médicos estão completamente exaustos, estão fazendo o melhor que podem, trabalham 24 horas por dia, sem noticias da própria família. Isto pode se rum problema nos próximos dias. Todos nos temos limites.”

Ceceai Babou, coordenadora medica do MSF na faixa de Gaza: “Desde o inicio da ofensiva terrestre, quatro membros do nosso staff foram atingidos diretamente. Uma colega ficou presa nos escombros da própria casa e conseguiu sair sem feridas, mas ela teve muita sorte. Um outro colega viu metade da própria família morrer na sua frente e teve enorme dificuldade para evacuar o restante da sua família.
A jovem filha de uma outra colega foi ferida no ombro, foi operada e agora está bem, a irmã de um outro colega foi atingida no abdômen, também foi operada e esta bem.
Mas tudo mudou. Podemos afirmar que o nosso staff estava em uma situação de insegurança no início, mas agora se encontra em uma situação muito, muito complicada”.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Israel usa armas químicas proibidas pela Convenção de Genebra



As forças armadas de Israel estão utilizando bombas químicas de fósforo branco (como as da foto acima), que são proibidas pela Convenção de Genebra de 1980 devido às graves queimaduras que causa nas pessoas situadas em seu raio de alcance. Esta substância provoca queimaduras diferentes das do fogo que conhecemos, ela penetra na pele e chega até os órgãos internos, queimando tudo. Estas bombas tem efeitos devastadores, pois a Faixa de Gaza é uma das regiões mais densamente povoadas do Planeta. Israel está cometendo crimes de guerra terríveis que devem ser repudiados por toda humanidade.

Venezuela expulsa o embaixador de Israel em protesto ao genocídio cometido contra os palestinos



Através de um comunicado do Ministério do Poder Popular para as Relações Exteriores, o governo venezuelano tomou a decisão de expulsar o embaixador de Israel da República Bolivariana da Venezuela em protesto aos ataques à Faixa de Gaza. "Nesta hora trágica e indignante, o povo da Venezuela manifesta sua solidariedade irrestrita com o heróico povo palestino, comunga na dor que acomete milhares de famílias que perderam seus entes queridos, e lhes estende a mão ao afirmar que o governo venezuelano não descansará até ver severamente castigados os responsáveis por estes crimes atrozes".

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Curitiba: protesto contra o ataque de Israel ao povo palestino


Nesta sexta-feira (09/01/09), às 11:00 horas da manhã, em frente ao prédio da Universidade Federal do Paraná, na Praça Santos Andrade, está marcada uma manifestação contra o ataque covarde do Estado fascista de Israel contra o povo palestino. Todos aqueles que são contra a barbárie da guerra são bem vindos para participarem da manifestação.

Bolívia livre do analfabetismo



NO DIA 20, a Bolívia se tornará o terceiro país da América Latina a erradicar o analfabetismo. O primeiro foi Cuba, em 1961. Depois, foi a vez da Venezuela, em 2005. E, justamente com a ajuda de cubanos e venezuelanos, o governo do presidente Evo Morales, em menos de três anos, pôde ensinar 820 mil pessoas a ler e escrever. O método utilizado foi o Si, yo puedo, criado pela Revolução Cubana, que também contribuiu com assessores e equipamentos.

Leia mais em: http://www.brasildefato.com.br

Sentir o sofrimento do povo Palestino...



"Ser sempre capaz de sentir profundamente qualquer injustiça cometida contra qualquer um em qualquer parte do mundo. É a qualidade mais linda de um revolucionário."
(Che Guevara)


segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Perda de territórios palestinos (1946-2000)



Aqui podemos ver o roubo de terras palestinas; o Estado fascista de Israel vem agredindo e isolando cada vez mais o povo palestino.

Comunistas de Israel protestaram contra o massacre

A matança em Gaza continua. Centenas de palestinos foram assassinados, milhares estão feridos, os ataques aéreos causaram devastação e famílias inteiras estão desabrigadas. Os civis do sul de Israel se encontram prisioneiros de um governo que mente e abusa deles. A destruição e as mortes em Gaza não assegurarão seu futuro e poderá levá-los a mais violência e crimes.

Sábado, dia 3 de janeiro se realizou dois grandes protestos em Israel, organizados por uma coalização de forças pacifistas e o Partido Comunista de Israel a a frente Hadash, em Tel-Aviv; em Sakhnin esteve o Comité de Cidadania Árabes-Palestinos em Israel. Ambos se manifestaram contra a matança de Gaza. Juntos chamaram a "Parar a matança! Não ao estado de sitio! Sim a a vida para ambos povos!" Nestes dias escuros, aderimos a esta mensagem: "Judeus e árabes nos negamos a ser inimigos!" Nossa demanda: "Uma trégua completa e o fim do assédio a Gaza AGORA!"

Israel tem sido capaz de qualquer coisa para assegurar que o mundo não saiba da amplitude dos crimes contra a humanidade dentro de Gaza. Em Israel mesmo, há protestos contra a guerra. Milhares de pessoas se congregam para protestar diariamente em Tel Aviv, Jerusalén, Haifa, Nazaret, Um el-Fahem, Tira, Taybe e outras cidades. Muitos cidadãos que foram chamados como reservistas para o assalto terrestre a Gaza se negaram, e correm o risco de serem presos. Nenhum deles foi entrevistado pelos meios de comunicação dos EUA ou da Europa, que têm respaldado o ataque israelense.

Como Dov Khenin, membro do Parlamento por Hadash e dirigente do Partido Comunista disse numa entrevista com Amy Goodman na Democracia Agora: "Bom, o mais importante é que deram conta que existe uma oposição dentro de Israel contra a guerra e contra o que sucede atualmente em Gaza. Está posição é Judeu-Árabe. Na noite de sábado houve uma mobilização em Tel Aviv de 2000 jovens, majoritariamente de judeus, e muitas outras manifestações conjuntas entre judeus e árabes está ocorrendo em toda Israel contra a política de guerra do atual governo. Está oposição tem crescido constantemente. É muito importante saber disso e entender que existem outras vozes na sociedade israelense que se opõe a guerra, e que crê que haja uma alternativa melhor e igualitária para israelenses e palestinos".

Na sexta-feira (02/01/09), um grupo de poetas de Tel Aviv organizaram uma vigília com leitura de poemas, protestando contra a Operação Gaza em frente do luxuoso Akirov Towers, onde o Ministro de Defesa Ehud Barak (líder do Partido Laborista) tem um apartamento. Vinte jovens poetas leram trabalhos pacifistas em um alto-falante, denominando o ato "um protesto contra a destruição. Ehud Barak está semeando a destruição sobre os moradores do sul enquanto dorme em sua cômoda cama do trigésimo primeiro andar". Ibtisam Marahna, o nº 12 da lista de Meretz no Parlamento, falou no protesto e anunciou sua renúncia do Meretz por este apoiar a guerra. Dez organizações de Direitos Humanos chamaram a Ehud Barak para renovar urgentemente a provisão de combustíveis na Faixa de Gaza. Os grupos, que incluíam a B'Tselem, Gisha e a Assossiação de Direitos Civis de Israel, escreveram que a destruição massiva da infraestrutura, seguida da ação israelense, aumentaram a necessidade de combustível para operar "equipes humanitárias como filtros para depurar água e para o sistema de saúde". Estes grupos escreveram que desde que Israel vem reduzindo o fornecimento de combustível para a Faixa de Gaza desde outubro de 2007, e já se esperava uma escassez seguida de uma operação militar.

O membro do Parlamento por Hadash, Mohammad Barakeh pediu ao Primeiro Ministro Ehud Olmert que o serviço de segurança Shin Bet pare de interrogar os políticos árabes e os ativistas de esquerda que protestam contra a operação Gaza. "Se o governo está preocupado com a onda de protestos contra os crimes de Gaza,´então é melhor parar de perseguir líderes políticos e ativistas do setor árabe", disse Barakeh.



Material enviado pelo PARTIDO COMUNISTA DE ISRAEL

Traduzido por Daniel Oliveira (PCB Partido Comunista Brasileiro)
Revisado e adaptado por Rodrigo Jurucê (PCB)

sábado, 3 de janeiro de 2009

Ataque covarde à Palestina...



Segundo a mídia burguesa e a declaração oficial do Estado fascista de Israel, só foram atacados militantes do Hamas...

Viva os 50 anos da vitória da Revolução Cubana! (01/01/2009)


A UJC saúda o aniversário da vitória da Revolução Cubana (1959). Os revolucionários provaram com esta revolução que a América Latina está pronta para o socialismo e não precisa passar pela "etapa nacional-desenvolvimentista" para modernizar o capitalismo e criar as supostas condições para o socialismo. A revolução do proletariado é uma necessidade histórica imediata! A revolução cubana inaugurou uma nova fase da esquerda latino-americana, pois provou que a classe trabalhadora só pode ser vitoriosa sem buscar qualquer conciliação com a denominada "burguesia nacional". 1959 enterrou o mito de que a América Latina não está pronta para o socialismo, mas há ainda muitos militantes da esquerda que acredita que o capitalismo deve avançar para poderem existir as condições para o socialismo. Engano! Os revolucionários latino-americanos devem lutar pelo socialismo sem qualquer tipo de concessões ou alianças com qualquer fração da burguesia.
Proletários de todo o mundo, uni-vos!



50 anos não é nada,

50 anos é muito.




Tomás Borge, 27/12/2008.





A Revolução Cubana, ao cumprir 50 anos outorgou ao gênero humano uma lição de vida, decoro e resistência, algo como um heroísmo inigualável.



De onde vem essa capacidade? Para mim a ilha montou um cavalo para cavalgar em Dos Ríos, onde entregou seu sangue o jovem poeta, orador e patriota José Martí. Poder-se-ia suspeitar que buscava o martírio para que Cuba fosse possível.



Depois de Martí os revolucionários cubanos desafiaram o perigo para converter a essa ilha insolente e doce, com vocação de tocha, em desejo veemente de ser exemplo.



Fidel não se explica sem Martí. Fidel – luminoso, obstinado, impossível de reprovar, de lágrima fácil e às vezes irritado – pôs a sua vida deliberadamente em perigo, igual a Martí – não apenas durante a guerra, desafiou furacões e incêndios e explosões, empenhou-se em dizer sempre a verdade e ver muito além das próximas datas.



Ainda que Raúl Castro brilhe com luz própria, isto não seria explicável sem Fidel. Nada seria explicável, nem mesmo o farol representado por Che, ou a singular solidariedade de Cuba, ou a proteção excepcional durante ciclones e epidemias da vida humana, sem Fidel.



Mais ainda: acredito que as mudanças da América Latina – Venezuela, Nicarágua, Bolívia, Equador e outros – nasceram em Dos Ríos e em Sierra Maestra.



Cinqüenta anos é uma piscadela na história, mas também é muito pelo acúmulo de alegria, força, lágrimas e sangue.



Algo parecido aconteceu na Venezuela. Sem Bolívar a revolução seria impossível: mas se sabe, Chávez é possível por causa de Bolívar e Fidel. Na Nicarágua a Frente Sandinista de Libertação Nacional (FSLN) não seria explicável sem Sandino. Mas, ao que me consta, Carlos Fonseca – seu principal fundador – foi possível por causa de Sandino e Fidel.



Cuba é a razão de um abraço para sempre.

50 AÑOS NO ES NADA,

50 AÑOS ES MUCHO