quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Inimigos da reforma agrária


14 de dezembro de 2009


Do Jornal Sem Terra

Depois de conseguir emplacar a CPMI contra a Reforma Agrária, os setores mais conservadores do Congresso Nacional passaram a escalar o seu time de parlamentares. Foram convocados inimigos do povo brasileiro para atuar na CPMI e nos bastidores. Esses parlamentares têm como características o ódio aos movimentos populares e o combate à Reforma Agrária e às lutas sociais no nosso país.
São fazendeiros e empresários rurais, que foram financiados por grandes empresas da agricultura e colocaram seus mandatos a serviço do latifúndio e do agronegócio. Nas costas, carregam denúncias de roubo de terras, desvio de dinheiro público, rejeição à desapropriação de donos de terras com trabalho escravo, utilização de recursos ilícitos para campanha eleitoral, devastação ambiental e tráfico de influência.
Essa CPMI faz parte de uma ofensiva desses parlamentares, que tem mais três frentes no Congresso. Até o fechamento desta edição, os nomes dos parlamentares indicados para a CPMI contra a Reforma Agrária já tinham sido lidos, mas os trabalhos não tinham começado. A CPMI pode se arrastar até junho de 2010. O Jornal Sem Terra deste mês de dezembro (nº 299) apresenta os deputados e senadores que estão na linha de frente na defesa dos interesses da classe dominante rural.
KÁTIA ABREU / Senadora (DEM-TO) / Suplente na CPMI
• Formada em psicologia.
• Presidente da Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), eleita em 2008 para três anos de mandato. Foi presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Tocantins (1995-2005).
• Dona de duas fazendas improdutivas que concentram 2.500 hectares de terras.
• Apresentou 23 projetos no Senado e apenas três foram aprovados, mas considerados sem relevância para o país, como a garantia de visita dos avós aos netos.
• Torrou 60% das verbas do seu gabinete com propaganda (R$ 155.307,37).
• É alvo de ação civil do Ministério Público na Justiça de Tocantins por descumprir o Código Florestal, desrespeitar povos indígenas e violar a Constituição.
• Integrante de quadrilha que tomou 105 mil hectares de 80 famílias de camponeses no município de Campos Lindos (TO). Ela e o irmão receberam 2,4 mil hectares com o golpe contra camponeses, em que pagaram menos de R$ 8 por hectare.
• Documentos internos da CNA apontam que a entidade bancou ilegalmente despesas da sua campanha ao Senado. A CNA pagou R$ 650 mil à agência de publicidade da campanha de Kátia Abreu.
RONALDO CAIADO / Deputado Federal (DEM-GO)
• Formado em Medicina.
• Foi fundador e presidente nacional da União Democrática Ruralista (UDR).
• É latifundiário. Proprietário de mais 7.669 hectares de terras.
• Dono de uma fortuna avaliada em mais de R$ 3 milhões
• Não teve nenhum dos seus 19 projetos aprovados no Congresso.
• É investigado pelo Ministério Público Eleitoral por captação e uso ilícito de recursos para fins eleitorais. Não declarou despesas na prestação de contas e fez vários saques "na boca do caixa" para o pagamento de despesas em dinheiro vivo, num total de quase R$ 332 mil (28,52% do gasto total da campanha).
• Foi acusado de prática de crimes de racismo, apologia ou instigação ao genocídio por classificar os nordestinos como "superpopulação dos estratos sociais inferiores" e propor um plano para o extermínio: adição à água potável de um remédio que esterilizasse as mulheres.
ABELARDO LUPION / Deputado federal (DEM-PR) / Titular na CPMI
• É empresário e dono de diversas fazendas (três delas em São José dos Pinhais).
• Foi fundador e presidente da União Democrática Ruralista do Paraná.
• É um dos líderes mais truculentos da bancada ruralista na Câmara dos Deputados.
• Faz campanha contra a emenda constitucional que propõe a expropriação de fazendas que utilizam trabalho escravo.
• Apresentou somente cinco projetos no exercício do mandato. Nenhum foi aprovado.
• Sua fortuna totaliza R$ 3.240.361,21.
• Fez movimentação ilícita de R$ 4 milhões na conta bancária da mãe do coordenador de campanha. É réu no inquérito nº 1872, que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF), por crime eleitoral.
• Sofre duas representações por apresentar - em troca de benefícios financeiros – uma emenda para as transnacionais Nortox e Monsanto na Câmara, liberando o herbicida glifosato.
• A Nortox e a Monsanto financiaram a sua campanha em 2002. A Nortox contribuiu com R$ 50 mil para o caixa de campanha; já a Monsanto vendeu ao parlamentar uma fazenda de 145 alqueires, por um terço do valor de mercado.
• Participou de transação econômica fraudulenta e prejudicial ao patrimônio público da União em intermediação junto à Cooperativa Agropecuária Pratudinho, situada na Bahia, para adquirir 88 máquinas pelo valor de R$ 3.146.000, das quais ficou com 24.
• Deu para parentes a cota da Câmara dos Deputados, paga com dinheiro público, para seis voos internacionais para Madri e Nova York.
ONYX LORENZONI / Deputado Federal (DEM-RS) / Titular na CPMI
• Formado em medicina veterinária. É empresário.
• Membro da "Bancada da Bala", defendeu a manutenção da venda de armas de fogo no Brasil durante o referendo do desarmamento.
• Gastou 64,37% da verba do seu gabinete com propaganda (R$ 230.621
• Campanha financiada por empresas como a Gerdau, Votorantin Celulose, Aracruz Celulose, Klabin e Celulose Nipo.
• Teve apenas um projeto aprovado em todo o seu mandato.
ALVARO DIAS / Senador (PSDB-PR) / Titular na CPMI
• Formado em história. É proprietário rural.
• Foi presidente da CPMI da Terra (2003/2005), que classificou ocupações de terra como "crime hediondo" e "ato terrorista".
• Não colocou em votação pedidos de quebra de sigilos bancários e fiscais de entidades patronais, que movimentaram mais de R$ 1 bilhão de recursos públicos. Não convocou fazendeiros envolvidos em ações ilegais de proibição de vistorias pelo Incra.
• Divulga na imprensa de forma ilegal fatos mentirosos sobre dados sigilosos das entidades de apoio às famílias de trabalhadores rurais para desmoralizar a luta pela Reforma Agrária.
• Não declarou R$ 6 milhões à Justiça Eleitoral em 2006. O montante é referente à venda de uma fazenda em 2002.
LUIS CARLOS HEINZE / Deputado Federal (PP-RS)
• Formado em engenharia agrônoma.
• É latifundiário. Dono de diversas frações de terras, totalizando 1162 hectares.
• Fundador e primeiro-vice-presidente da Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (1989-1990).
• Seus bens somam mais de R$ 1 milhão.
• Nenhum dos seus projetos foi aprovado durante esta legislatura.
• Campanha foi financiada pela fumageira Alliance One, responsável por diversos arrestos irregulares em propriedades de pequenos agricultores.
• Defendeu o assassinato de três fiscais do trabalho em Unaí (MG), declarando que "os caras tiveram que matar um fiscal, de tão acuado que estava esse povo...", justificando a chacina promovida pelo agronegócio (2008).
• É contra a regularização de terras quilombolas (descendentes de escravos), que representaria, para ele, "mais um entulho para os produtores rurais".
VALDIR COLATTO / Deputado Federal (PMDB/SC)
• Formado em engenharia agrônoma. Proprietário rural.
• Foi superintendente nacional da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) (2000-2002).
• Foi superintendente estadual do Incra em Santa Catarina (1985- 1986) e secretário interino da Agricultura de Santa Catarina (1987).
• Desapropriou área de 1.000 hectares para fins desconhecidos na mata nativa quando presidiu o Incra, causando prejuízos de R$ 200 milhões para o poder público.
• Apresentou projeto que tira do Poder Executivo e do Poder Judiciário e passa para o Congresso a responsabilidade pela desapropriação de terras por descumprimento da função social.
• É contra a demarcação das terras indígenas e quilombolas.
• Autor do projeto que transfere da União para estados e municípios a prerrogativa de fixar o tamanho das áreas de proteção permanente nas margens dos rios e córregos. Com isso, interesses econômicos locais terão maior margem para flexibilizar a legislação ambiental e destruir a natureza.
• É um dos pivôs de supostas irregularidades envolvendo o uso da verba indenizatória na Câmara dos Deputados.


PCB PARTICIPA, EM CARACAS, DA FUNDAÇÃO DO MOVIMENTO CONTINENTAL BOLIVARIANO (nota política do PCB)




Realizou-se em Caracas, na semana passada, o Congresso fundador do MOVIMENTO CONTINENTAL BOLIVARIANO (MCB). Participaram do evento centenas de delegados de organizações políticas revolucionárias e movimentos populares classistas de mais de trinta países. O PCB esteve representado pelo seu Secretário Geral, Ivan Pinheiro, e seu Secretário de Relações Internacionais, Edmilson Costa. Do Brasil, participaram também da fundação a Corrente Comunista Luiz Carlos Prestes, representada pelo camarada Geraldo Barbosa, e o PCML.

O MCB representa um salto de qualidade com relação à agora extinta Coordenadora Continental Bolivariana (CCB), embrião do Movimento. Da Venezuela, são fundadores o PCV (Partido Comunista de Venezuela), alguns setores do PSUV (Partido Socialista Unido de Venezuela) e diversas outras organizações.

O Congresso debateu e aprovou três documentos básicos: as normas de organização, a plataforma política e o manifesto de fundação.

Discutindo seu caráter, o MCB se definiu como "uma corrente revolucionária, antiimperialista, anticapitalista e pró-socialista". O Movimento respeitará a autonomia das organizações integrantes e não será excludente com outras iniciativas e articulações antiimperialistas na América Latina e no mundo. Pelo contrário, considera-se parte deste contexto de luta, plural e diversificado.

A campanha "Nenhum soldado ianque em Nossa América" é uma das principais iniciativas aprovadas pelo Congresso.

O Movimento Continental Bolivariano, ao qual o PCB, convidado pela Comissão Organizadora do Congresso, aderiu na qualidade de membro fundador, dará solidariedade a todas as formas de luta adotadas pelos povos. Como exemplo desta amplitude, o Congresso constitutivo hipotecou sua solidariedade tanto a governos eleitos pelo voto popular que impulsionam mudanças na perspectiva do socialismo como a organizações insurgentes como as FARC-EP (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia – Exército do Povo), cujo pronunciamento na abertura do evento foi divulgado em vídeo, por Alfonso Cano, seu Comandante em Chefe.

Em função da instalação de sete novas bases militares ianques na Colômbia, do caráter terrorista do seu Estado e de seu atual governo; das provocações com que o imperialismo instiga e ameaça uma guerra com a Venezuela, além da necessidade de lutarmos por uma verdadeira paz com justiça social na Colômbia – que tem como pré-requisitos um novo governo democrático no país e o reconhecimento das FARC como força política beligerante – a solidariedade aos povos venezuelano e colombiano teve um destaque natural e necessário.

É na região em que vivem estes povos irmãos, que inclusive já compuseram um mesmo país (a Grande Colômbia), que se joga hoje a principal batalha contra o imperialismo. Fortalecer a Revolução Bolivariana na Venezuela na perspectiva do socialismo, derrotar o Estado e o governo terrorista colombiano e impulsionar uma grande e massiva campanha "Nenhum soldado ianque em Nossa América" são tarefas que se apresentam como prioritárias na América Latina.

O PCB propõe às forças internacionalistas unitárias em nosso país a criação de um espaço específico de solidariedade à luta do povo colombiano, em todas as suas expressões políticas, militares, sindicais e sociais.

Ao mesmo tempo, num âmbito muito mais amplo, o PCB propõe a todas as forças e personalidades antiimperialistas, progressistas, pacifistas e democráticas a criação de um movimento Brasileiros pela Paz na Colômbia, que se integre ao importante e expressivo movimento Colombianos pela Paz, liderado pela Senadora Piedad Córdoba, no sentido de ajudar a respaldar e internacionalizar a luta pela paz com justiça social na Colômbia.

Apesar da grande importância da luta contra o Estado terrorista colombiano – que reproduz na América Latina o papel que o Estado terrorista e sionista de Israel exerce no Oriente Médio - não se pode dissociá-la da luta anticapitalista em cada um dos países do continente, e da solidariedade a todos os povos em luta, pois o imperialismo, a partir da Quarta Frota e das bases militares na Colômbia e em outros países, está disposto a atacar qualquer dos países da região cujos povos resolvam implantar mudanças sociais, para tentar frear o fortalecimento da ALBA e o ascenso do movimento de massas.

A luta de classe se acentua em nosso continente. O exemplo do golpe em Honduras é emblemático da ofensiva imperialista. O exemplo da extraordinária vitória eleitoral de Evo Morales na Bolívia é emblemático da ofensiva popular.

O PCB atuará, nos marcos do MCB e de outros espaços de luta, de forma ampla e unitária, sob diversos ângulos e aspectos da solidariedade, desde a unidade de ação dos comunistas - nos princípios do internacionalismo proletário - até articulações as mais amplas possíveis, que viabilizem a criação de uma poderoso movimento antiimperialista na América Latina, que tenha como objetivo principal a luta contra a presença militar estadunidense na região.

VIVA O MOVIMENTO CONTINENTAL BOLIVARIANO!

NENHUM SOLDADO IANQUE EM NOSSA AMÉRICA!

PCB – PARTIDO COMUNISTA BRASILEIRO

Comissão Política Nacional – dezembro de 2009


terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Lista de agêcias no mundo que trabalham com a CIA




La Central Intelligence Agency's (CIA) y sus lazos en el mundo
La Central Intelligence Agency's (CIA) y sus lazos en el mundo
Los tentáculos de la Central Intelligence Agency's
Lista de agencias en el mundo que trabajan con la CIA
Caracas, 10 dic. 2009, Tribuna Popular TP.- A continuación publicamos el listado de más de 500 agencias, fundaciones y empresas que son parte de la Central Intelligence Agency's (CIA) y trabajan con ella en el área de la información y acción contra los pueblos y sus organizaciones políticas y sociales.
LISTADO DE AGENCIAS DE LA CIA
* A *
AALC, see Afro-American Labor Center
Acrus Technology
ADEP, see Popular Democratic Action
Advertising Center, Inc.
Aerojet General Corporation
Aero Service Corp. of Philadelphia
AFME, see American Friends of the Middle East
"African Report"
African-American Institute
Afro-American Labor Center (AALC) of
American Federation of Labor/Congress of Industrial Organization
(AFL/CIO)
Agencia Orbe Latinoamericano
Agency for International Development (AID)
Agribusiness Development, Inc.
AIFLD, see American Institute for Free Labor Development
Air America Air Asia Co., Ltd.
Air Proprietary Company
All Ceylon Youth Council Movement
Alliance for Anti-totalitarian Education
America Fore Insurance Group
American Academy for Girls
American Association of the Middle East
American Chamber of Commerce
American Committee for Liberation from Bolshevism, Inc.
American Committee for the Liberation of the People of Russia
American Committee for the International Commission of Jurists
American Economic Foundation
American Federation for Fundemental Research
American Federation of Labor/Congress of Industrial Organization
(AFL/CIO)
American Federation of State, County and Municipal Employees (AFSCME)
American Foundation for the Middle East
American Friends of the Middle East
American Friends of the Russian Freedom
American Friends Service Committee
American Fund for Czechoslovak Refugees
American Fund For Free Jurists
American Geographic Society
American Historical Society
American Institute for Free Labor Development (AIFLD)
American Machine & Foundry
American Mutual Insurance Company
American Newspaper Guild
American Newspaper Publishers
Association American Oriental Society
American Political Science Association
American Red Cross
American Research Center in Egypt, Inc.
American Society of African Culture
American Institute of Cairo
American University - Special Operations Research Office
Ames Research Center
M.D. Anderson Foundation
ANSA (Italian Wire Service)
Antell, Wright & Nagel
Anti-Communist Christian Front
Anti-Communist Liberation Movement
Anti-Totalitarian Board of Solidarity with the People of Vietnam
Anti-Totalitarian Youth movement
Appalachian Fund
Arabian-American Oil Company
Area Tourist Association
Ashland Oil and Refining Company
Asia Foundation
Association of American Geographers
Association of Computing Machinery
Association of Friends of Venezuela
Association of Preparatory Students
Assoziation ungarischer Studenten in Nordamerika
"Atlantic Journals and Constitution"
Atomics, Physics & Science Fund, Inc.
Atwater Research Program in North Africa

* B *
David, Josephine & Winfield Baird Foundation, Inc.
Bank of America
Bank of California
Bank of Lisle
Bankers Trust Company
Baylor University
Beacon Fund (West)
Berliner Verein (West)
Berliner Verein zur Forderung der Bildungshilfe in Entwicklungslandern
(West)
Berliner Verein zur Forderung der Publizistik in Entwicklungslandern
Blythe & Company, Inc.
Boeing Company
Boni, Watkins, Jason & Company
Borden Trust Bories Trust
Boy Scouts of America
Brazilian Institute for Democratic Action (IBAD)
Broad and High Foundation
Brook Club
Brotherhood of Railway, Airline and Steamship Clerks, Freight
Handlers, Express and Station Employees
J. Frederick Brown Foundation
Burgerkomitee fur Au Benpolitik (SS)
Bulgarisches Nationales Zentrum
Burndy Corporation
Butte Pipe Line Company

* C *
Cahill, Gordon, Reindel & Ohl
Cahill & Wilinski
California Shipbuilding Corporation
Campfire Girls
CARE, see Committee for American Relief Everywhere
Caribean Marine Area Corporation
(Caramar) James Carlisle Trust
Carnegie Foundation
John Carroll University
Catherwood Foundation
Catholic Labor Foundation
Catholic University Youth Organization
CBS Television Network
CEDOC, see Catholic Labor Center
(CRESS) Center for Strategic Studies
Center of Studies and Social Action
(CEAS) CEOSL, see Ecuadorean Confederation of Free Trade Union Organizations
Chesapeake Foundation
Chicago College of Arts and Sciences
Citizens State Bank of Wausau
Civil Air Transport (CAT)
Clothing and Textiles Workers Union COG, see Guayana Workers Confederation
Colt's Patent Fire Arms Company
Columbia Broadcasting System (CBS)
Columbia University
Columbian Financial Development Company
Combate
"EL Commercio" Com. Suisse d'Aide aux Patrgrols
Committee for American Relief (CARE)
Committee for Correspondance
Committee for Free Albania
Committee for Liberty of Peoples
Communications Workers of America (CWA)
Confederation for an Independent Poland
Conference of the Atlantic
Community Congress for Cultural Freedom
Continental Airlines Corporation
Continental Press
Cooperative League of America
Coordinating Committee of Free Trade Unionists of Ecuador
Coordinating Secretariat of National Unions of Students (cosec), see International Student Conference (ISC)
Cornell University
Cosden Petroleum Corporation
Council on Economic and Cultural Affairs, Inc.
Council of Foreign Relations
Cox, Langford, Stoddard & Cutler
CRC, see Cuban Revolutionary Council
CROCLE, see Regional Confederation of Ecuadorean
Coastal Trade Unions Cross, Murphy and Smith
Crossroads of Africa
Crusade for Freedom
CSU, see Urugayan Labor Conference
CTM, see Mexican Worker Confederation
Cuban Portland Cement Company
Cuban Revolutionary Council (CRC, Cuban Exile)
Cummings and Seller
Curtis Publishing Company
CUT, see Uruguayan Confederation of Workers

* D *
Daddario & Burns
Debevoise, Plimpton, Lyons & Gates (West)
Deutscher Kunstlerbund
Dominion Rubber Company
Double Chek Corporation
DRE, see Revolutionary Student Directorate in Exile

* E *
Eagleton Institute of Politics - Princeton University East Asian Institute
East-West Center
Ecuadorean Anti-Communist Action
Ecuadorean Anti-Communist Front
Ecuadorean Confederation of Free Trade Union Organizations (CEOSL)
Ecuadorean Federation of Telecommunications Workers (FENETEL)
Editors Press Service
Edsel Fund
Electric Storage Battery Company
El Gheden Mining Corporation
Encounter
End Kadhmir Dispute Committee
Ensayos
Entertainment Workers Union
ERC International, Inc.
Enstnischer Nationalrat
Enstnischer Weltzentralrat
Europe Assembly of Captive Nations
Exeter Banking Company

* F *
Farfield Foundation, Inc.
Federal League for Ruralist Action (Ruralistas)
Federation for a Democratic Germany in Free Europe
Fed. Inte. des Journalistes de Tourisme
FENETEL, see Ecuadorean Federation of Telecommunications Workers
First Florida Resource Corporation
First National Bank of Dallas
First National City Bank
Florence Walsh Fashions, Inc.
Fodor's Travel Guides (Publishers)
Food, Drink and Plantation Workers Union
Ford Foundation
Foreign News Service
Foreign Press Association B.C.
Forest Products, Ltd.
Fortune
"Forum" (Wein)
Foundation for International and Social Behavior
Foundation for Student Affairs
Franklin Broadcasting Company
Free Africa Organization of Colored People
Free Europe Committee, Inc.
Free Europe Exile Relations
Free Europe Press Division
Freie Universitat (FU)
Frente Departmental de Compensinos de Puno
Fund for International, Social and Economic Development

* G *
Gambia National Youth Council
General Electric Company
General Foods Corporation
General Motors
Geological Society of America
Georgia Council on Human Relations
Gilbraltar Steamship Corporation
Girl Scouts -- U.S.A.
Glore, Forgan & Company
Goldstein, Judd & Gurfein
Gotham Foundation
Government Affairs Institute W.R.
Grace and Company
Granary Fund
Grey Advertising Agency
Guyana Workers Confederation (COG)
Gulf Oil Corporation

* H *
Andrew Hamilton Fund
Harvard University
Heights Fund Joshua
Hendy Iron Works
Himalayan Convention
Histadrut - The Federation of Labor in Isreal
Hiwar
Hobby Foundation
Hoblitzelle Foundation
Hodson Corporation
Hogan & Hartson Holmes Foundation, Inc.
Hoover Institute on War, Revolution and Peace
Houston Post
Hughes Aircraft Corporation
Hutchins Advertising Company of Canada
Huyck Corporation

* I *
IBAD, see Brazilian Institute for Democratic Action
Independence Foundation
Independent Press Telegram
Independent Research Service
Indiana University
Industrial Research Service
Institut zur Erforschung der USSR e.V.
Institute Battelle Memorial
Institute of Contemporary Art
Institute of Danubian
Inquiry Institute of Garbology
Institute of International Education
Institute of International Labor Research Education
Institute of Political Education
Institute of Public Administration
International-American Center of Economic and Social Studies
International-American Federation of Journalists
International-American Federation of Working Newspapermen (IFWN)
International-American Labor College
International-American Police Academy, see International Police Academy
International-American Regional Labor Organization (ORIT)
Intercontinental Finance Corporation
Intercontinental Research Corporation
Intermountain Aviation
International Armament Corporation (INTERARMCO)
International Catholic Youth Federation
International Commission of Jurists (ICJ)
International Confederation of Free Trade Unions (IFCTU)
International Cooperation Administration (ICA)
International Development Foundation, Inc.
International Fact Finding Institute
International Federation of Christian Trade Unions IFCTU, see World
Confederation of Labor
International Federation of Journalists
International Federation of Newspaper Publishers
International Federation of Petroleum and Chemical Workers (IFPCW)
International Federation of Plantation, Agriculture and Allied Workers
(IFPAAW)
International Federation of Women Lawyers (IFWL)
International Geographical Union
International Journalists Conference
International Labor Research Institute
International Packers, Ltd.
International Polaroid Corporation
International Police Academy
International Police Services School
International Press Institute
International Rescue Committee
International Secretatiate of the Pax Romana
International Student Conference (ISC)
International Telephone and Telegraph Corporation (ITT)
International Trade Services
International Trade Secretariats
International Transport Workers Federation (ITF)
International Union Officials Trade Organizations
International Union of Young Christian Democrats
International Youth Center
Internationale Federation der Mittel- und Osteuropas
Internationale Organization zur Erforschung kommunistischer Nethoden
Internationaler Bund freier Journalisten
Internationales Hilfskomitee
Ivy League Colleges

* J *
Jacksonville University
Japan Cultural Forum
Junior Chamber of Commerce (Jaycees)

* K *
KAMI
Kentfield Fund J.M.
Kaplan Fund, Inc.
Keats, Allen & Keats
Kennecott Copper Corporation
Kennedy & Sinclaire, Inc.
Kenya Federation of Labour
Khmer Airlines
Kimberly-Clark Corporation
Komittee fur internationale Beziehungen
Komittee fur Selbstbestimmung
Komittee fur die Unabhangigkeit des Kaukasus
Korean C.I.A.
Korean Freedom and Cultural Foundation, Inc.

* L *
Labor Committee for Democratic Action
Land Tenure Institute
Sarah Lawrence College
Lawyer's Constitutional Defense Committee
League for Industrial Democracy
League for International Social and Cooperative Development
Life
Ligue de la Liberte
Litton Industrial Company
Lockheed Aircraft Corporation
London American
Lone Star Cement Corporation
Lurgi-Gesellschaff mhB (Tochtergesellschaff der Metallgesellschaff AG)

* M *
Manhatten Coffee Company
Manistugue Pulp & Paper Copany
March of Dimes
Marconi Telegraph-Cable Company
Martin Marietta Company
Marshall Foundation
Massachusettes Institute of Technology, Center for International
Studies (MIT-CIS)
Mathieson Chemical Corporation
McCann-Erikson, Inc.
McDonald, Alford & Roszell McKesson & Robbins, Inc.
Megadyne Electronics
Charles E. Merrill Trust
Metropolitan-Club
Mexican Workers Confederation (CTM)
Miami District Fund
Michigan Fund
Michigan State University
Miner & Associates
Mobil Oil Company
Molden-Verlag
Der Monat
Monroe Fund
Moore-McCormack Lines, Inc.
Moral Majority Moral Rearmament
Movement Mosler Safe Company
Mount Pleasant Trust
Movement for Integrated University Action
"Ms" Magazine
Robert Mullen Company

* N *
Narodno Trudouoj Sojus (NTS)
National Association for the Advancement of Colored People (NAACP)
National Academy of Sciences
National Research Council
National Aeronautics and Space Administration (NASA)
National Board for Defense of Sovereignty and Continental Solidarity
National Catholic Action Board
National Council of Churches
National Defense Front
National Educational Films, Inc.
National Education Association
National Federation of Petroleum and Chemical Workers of Ecuador
National Feminist Movement for the Defense of Uruguay
National Student Press Council of India
National Students Association (NSA)
National Rubber Bureau
National Union of Journalists of Ecuador
NBC Television Newspaper Guild of America
Newsweek
New York Corporation
New York Daily News
New York Times
New York University
Norman Fund
North American Rockwell Corporation
North American Uranium, Inc.
Norwich Pharmaceutical Company
Norwich University

* O *
Oil Workers International Union
Operations and Policy Research, Inc.
Organix. Ukrainischer Nationalisten (OUN)
ORIT, see International-American Regional Labor Organization
Organization of American States (OAS)
Overseas New Agency

* P *
Pacific Corporation
Pacific Life Insurance
Paderewski Foundation
Panama Cooperative Fisheries, Inc.
Pan-American Foundation
Pappss Charitable Trust
Parker Pen Company
Jere Patterson & Associates
Pax Romana
Peace Corps
Peace and Freedom
Penobscot Land & Investment Company
Penobscot Purchasing Company
Phoenix Gazette
Plant Protection, Inc.
Plenary of Democratic Civil Organizations of Uruguay
Polaroid Corporation
Polnisches national demokratisches
Zentrum Pope & Ballard
Popular Democratic Action (ADEP)
Possev-Verlag Frederick A. Praeger, Inc.
Pratt & Whitney
Press Institute of India
PREUVES
Price Fund
Princeton University
Public Service International (PSI)
Publisher's Council

* R *
Rabb Charitable Foundation
Radio Corporation of America (RCA Corporation)
Radio Free Asia Radio
Free Europe
Radio Liberation
Radio Liberty Committee, Inc.
Radio Swan
Raleigh Times
Rand Corporation
Reconstruction Finance Corporation
Regional Confederation of Ecuadorean Coastal Trade Unions (CROCLE)
Research Foundation for Foreign Affairs
Retail Clerk's International Association
Revolutionary Democratic Front (RFD, Cuban exile)
Reynolds Metal Company
Rockefeller Brothers Fund
Rockefeller Foundation
Rockefeller University
Rubicon Foundation
Rumanisches Nationalkomitee
Russian and East European Institute
Russian Institute
Russian Research Center
Rutgers University

* S *
Saman
San Jacinto Foundation
San Miguel Fund
St. Paul Dispatch and Pioneer Press
St. Petersburg Times
Saturday Evening Post
SBONR
Schenley Industries, Inc.
School of Foreign Affairs
School of Foreign Service
Scott Paper Company
Sentinels of Liberty
Shell Oil Company H.L.
Sith & Company
Social Christian Movement of Ecuador
Sociedade Anomima de Radio Retransmissao (RARETSA)
Society for Defense of Freedom in Asia SODIMAC
Southern Air Transport
Southern Regional Conference
Scripps Howard Newspaper
Standard Electronics, Inc.
Standard Oil Company
Standish Ayer & McKay, Inc.
Stanford University
Steuben Glass, Inc.
Stiftelsen fur Noralisk Upprustning Victoria
Strauss Fund
Student Movement for Democratic Action
Sullivan & Cromwell Sullivan & Gregg
Sylvania Electric Products, Inc.
Synod of Bishops of the Russian Church Outside of Russia
Systems Development Corporation

* T *
Tarantel Press
Thai-Pacific Services Company
J. Walter Thompson John G. Thornton Trust
Tibet Convention
Time, Inc.
Tower Fund
Twentieth Century Fund

* U *
Unabhangiger Forschugsdienst
Ungarischer Nationalrat
Unification Church (the "Moonies")
United Fund United Methodist Church
United Lutheran Relief Fund of America, Inc.
U.S. Arms Control and Disarmament Agency
U.S. News and World Report
U.S. Rubber Company
U.S. Steel Company
United States Youth Council
United Ukranian American Relief Committee
United Way
Universal Service Corporation
University of California
University of Chicago
University of Cincinnati
University of Houston
University of Illinois
University of Kentucky
University of Maryland
University of Miami
University of Michigan
University of Oklahoma
University of Pennsylvania
University of Utah
University of Vermont
University of Washington
University of Wichita
University of Wisconsin
Untersuchungsausschub freiheitlicher Juristen (UfJ)
Uruguayan Committee for Free Detention of Peoples
Uruguayan Committee for the Liberation of Cuba
Uruguayan Confederation of Workers (CUT)
Uruguayan Institute of Trade Union Education (IEUS)
Uruguayan Labor Confederation (CSU)
Uruguayan Portland Cement Company U.S., see United States

* V *
Vangard Service Company
Vos Universitaria

* W *
Wainwright and Matthews Joseph Walter & Sons
Warden Trust
Warner-Lamber Pharmaceutical Company
Erwim Wasey, Ruthrauff & Ryan, Inc.
Watch Tower Movement
Weltvereinigung der Organization des Lehrberufs
Wexton Advertising Agency
Whitney Trust Charles Price
Whitten Trust
Williams College
Williford-Telford Corporation
World Assembly of Youth (WAY)
World Book-Childcraft of Canada
World Confederation of Labour
Wynnewood Fund

* Y *
Yale University
York Research Corporation
Young Men's Christian Association (YMCA)
Young Women's Christian Association (YWCA)

* Z *
Zenith Technical Enterprises University
Zen Nihon Gakusei Jichikai Sorengo (Zangakuren)
Zentrale for Studien und Dokumentation
ZOPE

"Os capitalistas chamam 'liberdade' a dos ricos de enriquecer e a dos trabalhadores para morrer de fome. Os capitalistas chamam liberdade de imprensa a compra dela pelos ricos, servindo-se da riqueza para fabricar e falsificar a opinião pública."V.I. Lênin


segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Declaração de Nova Deli



O 11º Encontro Internacional de Partidos Comunistas e Operários, realizado em Nova Deli de 20 a 22 de Novembro de 2009, para discutir «A crise internacional do capitalismo, a luta dos trabalhadores e dos povos, as alternativas e o papel do movimento comunista e operário internacional»:


  • reitera que a actual recessão global é uma crise sistémica do capitalismo, que mostra as suas limitações históricas e a necessidade da sua superação revolucionária. Mostra a agudização da contradição fundamental do capitalismo, entre o carácter social da produção e a apropriação individual no capitalismo. Os representantes políticos do capital procuram esconder esta contradição irresolúvel entre o capital e o trabalho, que se encontra na raiz da crise. Esta crise vem exacerbar as rivalidades entre as potencias imperialistas, que conjuntamente com os organismos internacionais — FMI, Banco Mundial, OMC e outras — estão a pôr em prática as suas «soluções», visando no fundamental intensificar a exploração capitalista. O imperialismo está a executar agressivamente «soluções» militares e políticas ao nível global. A NATO está a avançar com uma nova estratégia de agressão, Os sistemas políticos estão a tornar-se mais reaccionários, limitando os direitos democráticos e cívicos, os direitos sindicais, etc. Esta crise está a aprofundar ainda mais e a institucionalizar a corrupção estrutural que existe sob o capitalismo.


  • reafirma que a actual crise, provavelmente a mais aguda e abrangente desde a Grande Depressão de 1929, atinge todos os sectores. Centenas de milhares de fábricas são encerradas. Economias agrárias e rurais encontram-se sob pressão, intensificando o sofrimento e a miséria de milhões de agricultores e operários agrícolas em todo o mundo. Milhões de pessoas estão a ficar sem emprego e sem abrigo'. O desemprego aumenta para níveis inauditos, e prevê-se oficialemente que ultrapasse os 50 milhões. As desigualdades aumentam em todo o mundo — os ricos estão a ficar cada vez mais ricos e os pobres cada vez mais pobres. Mais de mil milhões de pessoas, um sexto da humanidade, sofre a fome. Jovens, mulheres e migrantes são as primeiras vítimas.


Fiéis à sua natureza de classe, a resposta dos respectivos governos capitalistas para superar a crise não abrange estas exigências fundamentais. Todos os devotos neo-liberais e os gestores sociais-democratas do capitalismo, que até agora falavam contra o Estado, utilizam-no agora para os resgatar, sublinhando assim um facto fundamental: que o estado capitalista sempre os defendeu e lhes abriu o caminho para super-lucros. Enquanto que os custos dos «pacotes» de resgate são suportados pelo erário público, os benefícios revertem em proveito de poucos. Os «pacotes» de resgate já anunciados procuram primeiro resgatar e depois alargar os caminhos para a obtenção de lucros. Os bancos e grandes consórcios financeiros já voltaram aos negócios e à acumulação de lucros. O desemprego cresce, e a redução dos salários reais pesa sobre os trabalhadores, contrastando com os enormes «pacotes» de resgate oferecidos às grandes empresas.


  • compreende que esta crise não é nenhuma aberração devida à avarícia duns poucos, ou à falta de mecanismos de regulação eficazes. A maximização dos lucros é a razão de ser do capitalismo, e tem profundamente agudizado as desigualdades económicas, quer entre países quer no interior dos próprios países durante estas décadas da «globalização» . A consequencia natural disto foi uma redução no poder de compra para a grande maioria da população mundial. A crise actual é portanto uma crise sistémica, o que confirma mais uma vez a análise marxista segundo a qual o sistema capitalista traz a crise dentro de si. O capital, na sua procura de lucros, atravessa fronteiras e espezinha tudo e todos. Ao fazê-lo, intensifica a exploração da classe operária e de outras camadas trabalhadoras, impondo-lhes sofrimentos acrescidos. Com efeito, o capitalismo precisa que haja um exército de reserva de mão-de-obra. Só pode haver libertação desta barbaridade capitalista com a criação da alternativa real: o socialismo. Para isso, há que reforçar as lutas anti-imperialistas e anti-monopolistas. A nossa luta pela alternativa é portanto uma luta contra o sistema capitalista. A nossa luta pela alternativa é por um sistema onde não haja exploração de seres humanos por outros seres humanos, nem duns países por outros. É uma luta por outro mundo, um mundo justo, um mundo socialista.


  • conscientes de que as potências imperialistas dominantes procurarão sair da crise impondo ainda mais sacrifícios aos trabalhadores, procurando penetrar e dominar os mercados dos países com um nível médio ou baixo de desenvolvimento capitalista, habitualmente chamados de «países em vias de desenvolvimento». Procuram fazê-lo em primeiro lugar através das negociações sobre comércio na rodada de Doha, reflexo dos acordos desiguais feitos à custa dos povos desses países, nomeadamente no que diz respeito às normas agrícolas e ao Acesso ao Mercado Não Agrícola (NAMA).


Em segundo lugar, o capitalismo, que é o principal responsável pela destruição do ambiente, procura transferir todo o custo de defender o planeta contra a mudança climática, de que ele próprio o causador, sobre os ombros da classe operária e dos trabalhadores. A proposta capitalista de reestruturação em nome da mudança climática tem pouco a ver com a defesa do meio ambiente. O «desenvolvimento verde» e a «economia verde», inspiradas pelos grandes empresas, servem para ser usadas para impôr novos regulamentos monopolistas de estado que facilitem a maximização dos lucros e para impôr novos sacrifícios aos povos. A maximização dos lucros sob o capitalismo é incompatível com a defesa do meio ambiente e dos direitos dos povos.


  • aponta que a única saída da crise para a classe operária e para as pessoas comuns é através da intensificação das lutas contra a dominação do capital. A classe operária sabe por experiência própria que quando mobiliza as suas forças e resiste pode defender com êxito os seus direitos. Protestos nos locais de trabalho, ocupações de fábricas e outras formas de militância operária têm obrigado as classes dominantes a ter em conta as reivindicações dos trabalhadores. A América Latina, actualmente palco de mobilizações populares e de lutas operárias, mostra como se podem defender e conquistar direitos através da luta. Nestes tempos de crise, a classe operária está mais uma vez cheia de descontentamento. Em muitos países tem havido e continua a haver enormes lutas operárias, exigindo melhores condições. Estas lutas precisam de ser ainda mais reforçadas, através da mobilização das grandes massas populares que sofrem, para a luta não apenas pela atenuação do sofrimento mas por uma solução de longo prazo aos seus problemas.


O imperialismo, dinamizado pelo fim da União Soviética e pelos períodos de «boom» que precederam esta crise, tinha desencadeado ataques sem precedentes contra os diretos da classe operária e dos povos. Tudo isto foi acompanhado por uma propaganda anti-comunista frenética, não apenas ao nível de cada país, mas também em organismos internacionais e inter-estatais (UE, OSCE, Conselho da Europa). Mas por muito que se esforcem, as conquistas e o contributo do socialismo para a definição dos lineamentos da civilização moderna são inapagáveis. Perante estes ataques sem trégua, as nossas lutas até agora tinham até agora sido principalmente lutas defensivas, para defender os direitos que tínhamos alcançado anteriormente. A conjuntura actual exige o lançamento duma ofensiva para não apenas defender os nossos actuais direitos, mas também para conquistar novos direitos; não apenas para conquistar novos direitos, mas também para desmantelar toda a engrenagem capitalista – uma ofensiva contra a dominação do capital e por uma alternativa política: o socialismo.


  • resolve que nas actuais condições, os partidos comunistas e operários trabalharão activamente para mobilizar e trazer as mais amplas forças populares à luta por empregos estáveis a tempo inteiro, por cuidados de saúde, ensino e previdência exclusivamente públicos e gratuitos para todos, contra a desigualdade entre homens e mulheres e o racismo, e pela defesa dos direitos de todos os sectores de trabalhadores, incluindo os jovens, as mulheres, os trabalhadores migrantes e os membros de minorias étnicas e nacionais.


  • apela aos partidos comunistas e operários para que se entreguem a esta tarefa nos seus respectivos países e desencadeiem amplas lutas pelos direitos do povo e contra o sistema capitalista. Apesar do sistema capitalista trazer dentro de si a crise, ele não se desmorona automaticamente. A falta duma contra-ofensiva dirigida pelos comunistas engendra o perigo dum ascenso das forças reaccionárias. As classes dominantes estão a lançar uma ofensiva sem limites para impedir o crescimento dos partidos comunistas e operários, e para se defenderem na situação actual. A social-democracia continua a semear ilusões quanto ao verdadeiro carácter do capitalismo, propondo palavras de ordem tais como «humanização do capitalismo», «regulamentação», «governação global», etc. Na realidade, estas servem para dar suportar a estratégia do capitalismo, ao negar a existência da luta de classes e servir de apoio à realização de políticas anti-populares. Não há reformas que bastem para eliminar a exploração capitalista. O capitalismo tem de ser derrubado. Isso exige a intensificação das lutas populares, ideológicas e políticas, dirigidas pela classe operária. São propagadas muitas teorias do tipo «não existem alternativas» à globalização capitalista. Contra elas, a nossa resposta é «a alternativa é o socialismo».

Nós, partidos comunistas e operários, provenientes de todas as partes do mundo e representando os interesses da classe operária e de todas as camadas trabalhadoras da sociedade (a imensa maioria da população global), sublinhando o papel insubstituível dos partidos comunistas, apelamos aos povos para que se juntem a nós no reforço das lutas que afirmam que o socialismo é a única verdadeira alternativa para o futuro da humanidade, e que o futuro é nosso.





quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Socialismo e poder comunitário na Bolívia: Mais uma vitória das forças antiimperialistas - Por: Fernando Viana*



No dia 6 de dezembro de 2009 ocorreram as eleições gerais na Bolívia. Com mais de 60% dos votos, as forças socialistas e antiimperialistas confirmaram o aprofundamento das mudanças que vive a "grande pátria", como costumam dizer os bolivianos. Em discurso, na grande festa da vitória, na praça "Murillo", em La Paz, Evo disse ter a obrigação de acelerar o processo de mudança, já que agora contará com dois terços do parlamento. Morales conta com apoio da COB (Central Obrera Boliviana), dos campesinos e dos povos indígenas que se colocam como protagonistas da construção de um poder comunitário.



Com pouco mais de 20% dos votos, o principal opositor de Evo Morales, Manfred Reyes, ex-governador de Cochabamba, com formação militar, saiu desmoralizado destas eleições. Não era para menos, o vice de Reyes, ex-prefeito de Pando, encontra-se preso por sua responsabilidade no massacre contra campesinos em Porvenir, em Setembro de 2008. A vitória de Evo Morales representa, portanto, a vitória dos movimentos sociais contra a elite mais violenta da Bolívia.



Para o cenário internacional, particularmente o latino americano, a vitória da esquerda na Bolívia significa mais um passo na luta antiimperialista, contra as intervenções bélicas dos EUA, em defesa da soberania dos povos. No momento em que foi depositar o seu voto, no colégio Aspiazu, o Ministro da presidência, Juan Ramón Quintana, afirmou que o governo e as forças democráticas estarão prontos a reagir contra a direita golpista e que a Bolívia lutará por sua soberania e de todos os povos da América Latina frente aos estadunidenses e imperialistas.



O Partido Comunista Boliviano, que elegeu dois suplentes ao Senado e ajudou a eleger alguns deputados aliados, avalia que o momento é de muita unidade e organização das forças democráticas. Marcos Domich, membro do Comitê Central dos comunistas bolivianos, afirmou que a direita saiu derrotada do processo eleitoral, mas não aceitará passivamente tal resultado e que se faz necessário impulsionar o processo de mudanças, garantindo a coerência das forças socialistas.



* Fernando Viana é Secretário Político do CR de Goiás e membro do Comitê Central do PCB. Encontra-se na Bolívia, onde foi observador internacional nas eleições deste domingo e representa o PCB em outras atividades, em especial em articulação com o Partido Comunista Boliviano.





quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

CAMARADA JOSÉ PAULO NETTO:O PCB SE ORGULHA E SE ENGRANDECE COM SUA VOLTA AO PARTIDO!



Tive o privilégio de conviver e aprender com José Paulo Netto durante dez anos, como membros que fomos do Comitê Central e da Executiva Nacional do PCB, a partir do VII Congresso do Partido, em 1982.

Em 1992, quando o PCB se dividiu em dois, eu tinha certeza de que José Paulo não ficaria no PPS. Mas, para ser franco, não tinha certeza de que, pelo menos naquele momento, ele não ficaria no PCB. Aos olhos de grande parte da militância do Partido da época, o Movimento em Defesa do PCB parecia quixotesco e ortodoxo. Como muitos ex-militantes do PCB, José Paulo Netto, desde então, não militou em qualquer partido.




Mas ele nunca deixou de ser comunista. Pelo contrário, transformou-se num dos mais importantes intelectuais brasileiros da atualidade, dedicando sua vida à produção teórica, à luta ideológica contra o capital e à formação política da juventude. Não limitou a esfera de sua contribuição intelectual ao ambiente acadêmico.




José Paulo também nunca se afastou do PCB, colaborando com o Partido em diversas atividades e sobretudo na formulação política, tendo participado destacadamente dos debates das Teses ao XIV Congresso, juntamente com dezenas de comunistas amigos e simpatizantes.




Ou seja, ele havia saído formalmente do PCB, mas o PCB jamais saiu dele.




Nesta sexta-feira, 4 de dezembro de 2009, José Paulo Netto resolveu esta contradição. Voltou oficialmente ao seu Partido, num singelo e emocionante encontro com uma delegação do Comitê Central do PCB, na sede nacional do Partido, no Rio de Janeiro.




A meu ver, José Paulo não voltou ao PCB porque lhe deu saudades e muito menos por qualquer outra razão de natureza pessoal. As Resoluções do XIV Congresso, a nossa coerência política e a reconstrução revolucionária do PCB fizeram com que o Partido merecesse a confiança dele em voltar a militar como intelectual orgânico comunista.




O PCB lhe recebe com carinho e orgulho, camarada José Paulo Netto!





Ivan Pinheiro



Secretário Geral do PCB


segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

DECLARAÇÃO CONJUNTA PCB E Pólo de Renascimento Comunista Francês (PRCF)


Ivan Pinheiro, Secretário Geral do Partido Comunista Brasileiro (PCB), Georges Gastaud, Léon Landini e Daniel Antonini pelo Pólo de Renascimento Comunista Francês (PRCF), reunidos em Paris, no dia 26 de novembro, encontraram uma consistente convergência de pontos de vista sobre o balanço da experiência de construção do socialismo no século XX, a respeito da conjuntura internacional e a crise do capitalismo, a centralidade do trabalho, o papel da classe operária, o caráter marxista-leninista de Partido e a necessidade de superação revolucionária do capitalismo.


Para dar conseqüência prática a este histórico encontro, assumiram mutuamente as duas organizações os seguintes compromissos:

1 – estreitar as relações bilaterais fraternas, dentro dos princípios do internacionalismo proletário, através de intercâmbios e iniciativas comuns;

2 – contribuir para a reconstrução revolucionária do movimento comunista internacional, através do fortalecimento de um pólo que se contraponha política e ideologicamente a todas as formas de reformismo, de conciliação de classe e chauvinismo;


3 – associar-se, com entusiasmo, à recente iniciativa de fundação da REVISTA COMUNISTA INTERNACIONAL;


4 – solidarizar-se, de forma militante, com todas as lutas antiimperialistas e anticapitalistas que se acentuam no mundo, em especial:


- ao povo palestino, em sua luta contra a agressão sionista e pela criação de seu Estado soberano, libertação dos presos políticos em Israel e a volta dos exilados;


- aos povos iraquiano e afegão, em sua resistência contra a ocupação imperialista;


- ao povo cubano, em sua luta contra o bloqueio criminoso e pela libertação dos Cinco Heróis;


- aos povos da América Latina, diante de uma escalada de agressividade do imperialismo estadunidense, que reativa sua IV Frota e faz da Colômbia de Uribe sua grande base militar para ameaçar os processos de mudanças sociais em curso;


- a todos os trabalhadores do mundo, em suas lutas contra a opressão do capital e por uma sociedade socialista.


5 – Denunciar todos os imperialismos : não somente o imperialismo estadunidense, mas a União Européia, que é um cartel imperialista que se voltou contra a democracia, a paz e as conquistas sociais. Reorientar a União Européia num sentido progressiata é ilusório, ao contrário, é necessário combater de frente em nome do progresso social, da independência nacional e da luta pelo socialismo.



Paris, novembro de 2009


PCB – Partido Comunista Brasileiro


PRCF – Pólo de Renascimento Comunista Francês





Déclaration Jointe PCB et PRCF



Le Parti Communiste Brésilien (PCB) et le Pôle de Renaissance Communiste en France (PRCF), réuni à Paris, représentés par délégués de ses respectives directions nationales, ont constaté une consistante convergence de points de vue sur le bilan de l'expérience de construction du socialisme dans le siècle XX, la conjoncture internationale et la crise du capitalisme, la centralité du travail, le caractère marxiste-léniniste de Parti et la nécessité de surpassement révolutionnaire du capitalisme.


Pour donner des conséquences pratiques à ce rencontre historique, les deux organisations se sont engagées aux suivants compromis :


1 – rapprocher les relations bilatérales fraternelles, dans les principes de l'internationalisme prolétaire, à travers des échanges et des initiatives communes ;


2 – contribuer à la reconstruction révolutionnaire du mouvement communiste international, à travers du renforcement d'un pôle qui s'oppose politique et idéologiquement à toutes les formes de réformisme, conciliation de classe et chauvinisme ;


3- se joindre, avec du enthousiasme, à la récente initiative de la fondation de la Revue Communiste International de la part des Partis frères avec les quels les parties s'identifient ;


4 – se solidariser, de façon militante, avec toutes le luttes anti-impérialistes et anticapitalistes qui s'accentuent dans le monde, en spécial :


- au peuple palestinien, dans sa lutte contre l'agression sioniste et pour la création de son Etat souverain, libération des prisonniers politiques en Israël et le retour des exilés ;


- aux peuples iraquien et afghan, dans son résistance face à l'occupation impérialiste;


- au peuple cubain, dans sa lutte face au blocage criminel et pour la libération des Cinq héros;


- aux peuples de l'Amérique Latine, vis-à-vis à une ascension de l'agressivité de l'impérialisme étatsuniens, qui réactive sa 4ème Flotte et fait de la Colombie d'Uribe sa grande base militaire pour menacer les processus de changements sociales en cours ;


- à tous les travailleurs du monde, dans ses luttes face à l'oppression du capital et pour une société socialiste.


Paris, Novembre 2009


PCB – Parti Communiste Brésilien


PRCF –Pôle de Renaissance Communiste en France