segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Partido Comunista Sírio: Uma carta ao Mundo Comunista e aos Partidos Operários



Partido Comunista Sírio (Unificado)
Uma carta ao Mundo Comunista e aos Partidos Operários
Saudações camaradas
Gostaríamos de apresentar-lhes uma breve análise dos sucessivos acontecimentos recentes em nosso país, Síria, e, para tanto, devemos elucidar alguns fatos e desvendar algumas mentiras fabricadas e publicadas pela propaganda imperialista contra a Síria.
Desde o início dos eventos, em Março, estações de TV na América, Reino Unido e França, algumas estações no mundo Árabe e centenas de sites da internet têm se mobilizado para falsificar, da melhor maneira que puderem, a realidade e, na medida em que a opinião pública se volta para essa causa, programas especiais são transmitidos para servirem a esse propósito dia e noite.
O presidente norte-americano divulga, diariamente, notas que expressam seu tratamento contra a Síria, assim como uma intervenção flagrante nas relações internas do povo Sírio. Oficiais de alta patente da União Européia têm imitado o presidente Americano.
Tais tratamentos e intervenções chegaram ao auge quando o presidente norte-americano apontou a irrelevância e ilegitimidade do regime Sírio. Ásperas e injustas sanções econômicas foram impostas contra o povo Sírio. Ainda mais perigosos são os planos endossados pela OTAN de compartilhar ondas de ataques aéreos, por algumas semanas, contra 30 áreas estratégicas na Síria, exatamente igual ao que aconteceu na Iugoslávia.
Alguns oficiais europeus jamais hesitarão em comparar a situação na Síria, como se fosse a cópia exata da crise Líbia, onde milhares de civis foram massacrados, dezenas de áreas econômicas foram destruídas pelos ataques aéreos.
Estados membros da aliança imperialista têm tentado, de todas as maneiras possíveis, aprovar uma resolução do Conselho de Segurança da ONU condenando a Síria para, em seguida, adotar sucessivas resoluções a respeito, para tornar "legal" uma agressiva campanha contra nosso país. Agradecemos a oposição a esses planos por parte da Rússia e da China, acompanhadas, até agora, pela África do Sul, Índia, Brasil e Líbano. As tentativas imperialistas no Conselho de Segurança da ONU foram, até agora, infrutíferas.
Todas essas movimentações acontecem sob dois pretextos:
1. Manifestantes na Síria estão sendo mortos, procedimentos de segurança estão sendo empreendidos para lidar com os manifestantes;
2. Manipulações das deficiências do regime Sírio, assim como a falta de democracia e o monopólio do poder por parte do partido no poder, com o intuito de pressionar o regime para adotar algumas mudanças internas, embora qualquer mudança interna deva ser considerada como parte da soberania nacional do país.
Na realidade, diversas manifestações de protesto começaram em março pedindo reformas social, econômica e democrática. A maioria dessas demandas foi apoiada pelo nosso partido como uma forma de lidar com os efeitos nocivos da implementação de um programa liberal na economia (de acordo com o Fundo Monetário Internacional) e a transformação da Síria em um mercado econômico. Os efeitos foram nocivos para o nível de vida das camadas pobre e média. Essas manifestações eram pacíficas, mas cedo foram manipulados por fundamentalistas religiosos e grupos radicais, cuja ideologia data de antes da idade média.
As manifestações se transformaram de pacíficas para armadas, buscando alcançar propósitos que não têm nenhuma ligação com as reformas políticas e sociais. Ao tratar com essas manifestações, as forças de segurança oficial cometeram diversos erros injustificáveis; conseqüentemente, essas ações foram seguidas de reações. Dezenas de civis e soldados foram mortos. Gangues armadas foram formadas atacando propriedades públicas e privadas, criando barreiras dentro de algumas cidades, contando com ajuda externa. Durante os últimos meses, essas gangues estabeleceram áreas armadas nas regiões fronteiriças da Síria, do nosso lado, e da Turquia, do Líbano, da Jordânia e Iraque, para garantir continuidade no suprimento de suas armas e na ligação entre essas áreas.
De qualquer maneira, as gangues não obtiveram sucesso no estabelecimento de uma base fronteiriça estável. Isso custa centenas de civis e soldados, ou seja, mais de 2000 vítimas. No meio tempo, diversos eventos foram exagerados. Fatos foram falsificados. Os mais modernos equipamentos eletrônicos e de mídia foram empregados com o intuito de mostrar que o exército Sírio é completamente responsável por esses atos e que as gangues armadas não são responsáveis, e assim por diante.
Devido à pressão, o governo adotou diversas reformas sociais e democráticas que incluem: anulação das leis e Tribunais de exceção e respeito às manifestações pacíficas legais. Recentemente, uma nova lei eleitoral e uma lei permitindo o estabelecimento de partidos políticos foram adotadas. Preparações para uma nova ou modificada constituição estão a caminho. Novas leis a respeito da mídia e da administração pública também foram adotadas.
Os objetivos dessas leis e procedimentos são: quebrar o monopólio de poder do partido Ba'th, estabelecer uma sociedade plural e democrática, assegurar liberdades privadas e públicas, garantir a liberdade de expressão e reconhecer o direito de oposição para atividade política pacífica.
Apesar das nossas reservas no que diz respeito a alguns artigos, essas leis são muito importantes. Por mais de quarenta anos nosso partido tem lutado para ter tais leis adotadas. Essas leis devem ser implementadas e podem ser consideradas como um importante passo em direção à transição da Síria para uma sociedade democrática e plural.
Largos setores pacíficos da oposição nacional saudaram esses procedimentos, embora as oposições fundamentalistas e armadas ainda estejam defendendo a derrubada do regime, pressionando e agindo sectariamente.
Podemos resumir a situação como segue:
· Reduziu-se a tensão armada nas cidades Sírias. Gangues armadas sofreram fortemente. De qualquer maneira, algumas delas têm condições de retomar suas atividades;
· Manifestações pacíficas não desapareceram e não são confrontadas violentamente, a não ser quando acompanhadas por atividades violentas;
· O governo chamou a oposição nacional a participar de diálogos políticos que buscam ajudar a alcançar a transição para a democracia e o pluralismo de forma pacífica. Tal diálogo encontra muitas dificuldades, mais importantes até do que a pressão dos grupos armados que se opõem ao diálogo e à solução pacífica, financiados por apoio externo;
· Ameaças imperialistas e colonialistas contra a Síria aumentaram. Embora essas ameaças encontrem algumas dificuldades, precisamos estar prontos para confrontá-las.
Enquanto a situação do nosso país está em pauta, ela aparece como segue:
- Movimentos de protesto ainda existem em diferentes níveis. Eles diferem de uma região para outra. Nota-se que alguns movimentos começam em mesquitas, áreas rurais e favelas e segue em direção ao centro da cidade;
- Movimentos dentre as minorias étnicas e religiosas são raros. Nas fábricas, universidades e sindicatos não existem movimentações;
- Dentro dos círculos da grande burguesia, independente de ser industrial ou financeiro, especialmente nas grandes cidades de Aleppo, Lattakia e Damasco, não existem movimentos;
- Não existem movimentações dentro dos clãs e das tribos;
- A oposição é composta de um amplo e variável espectro de partidos. Alguns são patrióticos, se opõem à intervenção externa e às gangues armadas. Neste campo está o Partido Muçulmano, considerado o mais ativo e bem organizado partido dentro e fora do país.
Há, também, diversos grupos tradicionais com diferentes orientações, cuja influência se tornou mais clara nas manifestações em diferentes áreas. Esses grupos não escondem seus objetivos e propostas que são claramente reacionárias e sectárias.
Os grupos locais mais importantes e ativos, desde o inicio dos protestos, são as coordenações locais que incluem diferentes grupos da juventude sem terem nenhum plano e clareza ideológica comuns, ou orientações, exceto pelo slogan "Abaixo o regime". Eles estão expostos à pressão externa, assim como interna.
- Oposição no exterior é composta por intelectuais, tradicionalistas, pessoas que romperam com o regime, com algumas conexões internas (Khadam e Refa׳at Al Assad).
Durante o ultimo período, essas forças promoveram diversas conferências no exterior (exceto um encontro que aconteceu no hotel Samir Amis, em Damasco, organizado pela oposição interna) objetivando mobilizar forças e coordenar posições. Diferenças ideológicas e políticas, assim como diferenças nos interesses prevalecem. Algumas forças de oposição no exterior trabalham duro para ganhar apoio internacional e de forças colonialistas.
- Até agora, os Estados Unidos, a França e a Grã-Bretanha estão liderando a campanha internacional de ameaças e incitamento contra o regime Sírio, buscando impor mais e mais pacotes e sanções, especialmente pelo Conselho de Segurança da ONU e outros organismos internacionais; Rússia e China continuam se opondo à imposição de tais sanções e procedimentos. A Turquia escolheu uma postura oportunista que se move de acordo com as eleições internas e seus interesses regionais. Há uma maioria internacional se opondo às medidas militares diretas contra a Síria, como aconteceu na Líbia, para que a Liga Árabe e o Conselho de Segurança da ONU não adotem resoluções que preparem o caminho para a agressão. O conflito em torno desta questão é feroz.
- Exceto pelo Qatar, que tem um papel vital e importante nesta conspiração contra a Síria, existem diferentes pontos de vista e posições no mundo árabe no que diz respeito à situação no país.
- Dia a dia, a situação econômica se deteriora, a pressão nas condições de vida das massas aumenta.
- O regime é coeso e tem grandes potencialidades de superar a crise. Cinco meses antes do estouro dos eventos, nenhuma das instituições básicas (o partido, o exército, a segurança, as instituições de estado, embaixadas, organizações populares, sindicatos, a Frente Progressista Nacional...) haviam experimentado qualquer divisão.
Certamente, o cenário não é estático e deve ser visto de acordo com suas dinâmicas, variações e desenvolvimento diário.
Possíveis cenários:
- A crise deve continuar por um longo período, levando para mais calamidades e derramamento de sangue;
- Uma movimentação que leve para uma anarquia geral, uma guerra civil ou algo similar, pavimentando o caminho para uma intervenção externa;
- Uma aparente divisão na oposição pode acontecer, fazendo com que parte dela queira iniciar um sério diálogo com o regime para alcançar um novo contrato social no país;
- Colocar um fim nas diferentes abordagens e "imobilidade" no que diz respeito às forças do regime.
Há dois possíveis resultados: mover-se em direção a uma solução política para o fim da crise, factível e firme, ou continuar tratando a crise apenas como uma questão de segurança a todo custo.
É difícil prever a maneira pela qual uma decisiva solução é possível.
- Alguns fatos inesperados podem acontecer, forçando todos os partidos a se comprometerem, ou aceitarem, um acordo imposto por forças externas para ajudar o país a encontrar um caminho para fora do túnel.
Onde está o partido agora?
Para começar, gostaríamos de sublinhar o fato de o nosso partido ter enviado uma mensagem ao comando do partido Al-Baa'th, na véspera de sua décima Conferencia, em 2005. Nosso partido reivindicava a separação entre o estado e o partido governista, garantias de democracia e liberdades, regulamentos de emergência, a adoção de uma lei democrática para partidos, liberdade de expressão e libertação de prisioneiros políticos, o fim da hegemonia do partido Al-Baa'th em sindicatos, combate à corrupção etc.
Mas gostaríamos de adicionar que o partido afirmou, em todos os documentos divulgados nos últimos meses, que apoiamos a postura da Síria nas questões internacionais.
Para materializar este desejo, as necessidades sociais, econômicas e democráticas das massas populares devem ser inter-relacionadas. Nós discutimos essas questões detalhadamente nas nossas conferências e documentos.
Nas suas análises da profunda e atual crise do nosso país, nosso partido esclareceu que a principal contradição está entre a fórmula política usada para regular o país por diversas décadas e as demandas pelo desenvolvimento democrático, social, econômico e cultural, necessárias para a sociedade Síria.
O conteúdo do nosso ponto de vista é que a fórmula política está baseada no monopólio da autoridade do partido Al-Baa׳th, que administra o movimento popular e suas organizações. Esta fórmula leva à decadência, à burocracia e à corrupção da máquina de estado. Conseqüentemente, os planos de reforma econômica e social precisam ser reconsiderados para serem atualizados com as exigências do progresso.
Nosso partido acredita que a essência da atual crise é a desproporção entre a estrutura do regime e os objetivos da Síria. Ao mesmo tempo, o partido tem enfatizado que o inimigo e as forças imperialistas têm se aproveitado destas distorções internas para fomentar o nível da conspiração contra a Síria e usá-las como um cavalo de Tróia para servir aos seus já conhecidos objetivos, como mencionado anteriormente.
Conseqüentemente, o Partido Comunista Sírio (Unificado) não está neutro no que se refere à alternativa necessária, por um lado, e os meios necessários para alcançar esse objetivo, por outro lado.
Solução política e continuidade de uma reforma real e radical constituem o único caminho para a saída da crise. Os procedimentos de repressão ajudam a aumentar os componentes da crise e a esvaziar o conteúdo das reformas necessárias.
A atual situação, afirmamos, requer um diálogo construtivo e fiel com todas as forças honestas e patrióticas, independente das diferenças de opinião ou pontos de vista, com o propósito de alcançar um acordo ou uma reforma radical que sirva às necessidades das massas populares e garanta a criação de um estado laico civil e democrático que se oponha aos planos imperialistas e israelenses na região.
Mas o diálogo pressupõe um clima adequado; sem ele, a intransigência só poderá levar a mais derramamento de sangue, mais destruição para o país e mais sofrimento para a população.
Queridos camaradas:
Devido à fraqueza da imprensa popular de massa na Síria na confrontação com a grande mídia do imperialismo, à mobilização das forças reacionárias por todo o mundo contra a Síria, além de seus fantoches na região - incluindo a Turquia, que adotou uma política pragmática para lutar pela hegemonia frente aos países orientais - devido a tudo isso, nosso partido deseja que todos os partidos comunistas, de trabalhadores e democráticos no mundo nos ajudem a divulgar amplamente esses esclarecimentos junto à opinião pública de seus países.
Ainda mais, pedimos para que esses partidos se solidarizem com a Síria porque este é o país mais importante do Mundo Árabe que resiste aos planos imperialistas de dominar o Oriente Médio, se opondo firmemente ao plano americano-Israelense de fragmentar a área em diversas entidades sectárias fáceis de serem controladas. A Síria apóia, inclusive, a resistência nacional Palestina, Libanesa e Iraquiana. Ainda mais, apóia o direito do povo Palestino de libertar seu território e estabelecer um estado nacional com Jerusalém como sua capital.
Damasco: 17/9/2011
Hunein Nemer
Primeiro Secretário do
Partido Comunista Síria (Unificado)


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Partido Comunista Brasileiro – Fundado em 25 de Março de 1922




PcdoB perdoa os assassinos de todos os que lutaram contra a ditadura






PcdoB PERDOA OS ASSASSINOS DE TODOS OS QUE LUTARAM CONTRA A DITADURA!
(Nota Política do PCB)

O partido "comunista" do Brasil passou dos limites, em sua tarefa de desmoralizar a palavra COMUNISTA e confundir as massas.

Iludem-se os que pensam que esse partido vai mudar de nome, só porque já não o merece. A palavra COMUNISTA, no nome deste partido, é funcional aos que dela se aproveitam para tentar legitimar os interesses do capital com uma máscara cada vez mais desbotada.
Como se não bastasse esse partido presidir os leilões do nosso petróleo; como se não bastasse elaborar um novo Código Florestal para servir aos interesses do agronegócio; como se não bastasse comandar eventos como a Copa do Mundo e as Olimpíadas na lógica de capturar mais ainda o esporte como mercadoria capitalista, afastar o povo dos estádios, expulsar as comunidades pobres dos locais onde passarão os turistas estrangeiros; como se não bastasse tudo isso e mais as coligações espúrias na lógica da fome de cargos e de dinheiro a qualquer custo, o chamado PcdoB acaba de renegar sua própria história e seus próprios heróis.

Na semana passada, o deputado "comunista" Aldo Rebelo, depois de ter perdido a eleição para o "progressista" cargo de Ministro do Tribunal de Contas da União (apoiado pela direita e os ruralistas), ultrapassou todos os limites da decência e da dignidade. Na Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional da Câmara, votou com o sinistro fascista Jair Bolsonaro contra o projeto da Deputada Luiza Erundina, que defendia a revisão da Lei da Anistia, de forma que fossem julgados os militares que torturaram e assassinaram militantes que lutaram contra a ditadura, inclusive dezenas de valorosos ex-membros de seu próprio partido.

Para não perder cargos no governo, o partido comunista de mentira quer esconder a verdade sobre a ditadura.

Temos, no PCB, muitas divergências com o PCdoB, fundado em 18 de fevereiro de 1962, inclusive em relação à Guerrilha do Araguaia, que consideramos um grande erro por tentar transpor mecanicamente para o Brasil uma forma de luta que foi adequada à realidade chinesa, uma receita de revolução do campo para a cidade, quando a classe operária urbana já tinha importante protagonismo em nosso país, acentuando a contradição entre o capital e o trabalho. Mas os heróis do Araguaia merecem a homenagem do PCB. Eram verdadeiros COMUNISTAS.
Aldo não é um deputado avulso; vota no que determina seu partido. Votando no parecer de um deputado do DEM e não na emenda de Luiza Erundina, o partido de Aldo poderia até não se envergonhar por perdoar os assassinos de seus heróis, mas não tinha o direito de absolver os assassinos de todos os outros militantes torturados e desaparecidos na ditadura, como os do PCB e de outras organizações revolucionárias que, com formas de luta diferentes, enfrentaram a ditadura burguesa-militar que assolou nosso país.

Reparem na triste foto que aqui exibimos, que fala mais do que estas palavras. Reparem como o esguio deputado "comunista" se apequena, se encolhe, se esconde, exatamente quando Luiza Erundina argumenta que a mudança da Lei de Anistia é um imperativo de sentença da Comissão Interamericana de Direitos Humanos que - julgando processo instaurado exatamente por familiares dos heróis do partido de Aldo - considerou o Estado Brasileiro responsável pelo desaparecimento dos militantes do Araguaia, movimento que o atual pcdob tratava até recentemente como o feito mais glorioso do PCdoB original e a própria razão de sua criação.
Repudiamos a ignomínia desse deputado e de seu partido que se diz comunista. Não descansaremos enquanto não descobrirmos a verdade e fizermos justiça em relação à tortura e o desaparecimento dos heróis do povo brasileiro, inclusive dos que foram enterrados pela segunda vez, agora por seu próprio partido.

PCB – Partido Comunista Brasileiro
Comissão Política Nacional – outubro de 2011



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Partido Comunista Brasileiro – Fundado em 25 de Março de 1922






Exigimos a retirada imediata das tropas da ONU do Haiti (Manifesto entregue ao escritório da ONU no Brasil)


Ao Secretário Geral da ONU, Dr. Ban Ki-moon
Aos governos dos Estados integrantes do Conselho de Segurança e da MINUSTAH
Ao Secretário Geral da OEA, Dr. José Miguel Insulza
A comunidade internacional e a opinião pública em geral
Recebam nossa saudação.

É surpreendente e humilhante considerar que "o Haiti é uma ameaça para a Paz e a segurança mundial" como faz o Conselho de Segurança da ONU, ano após ano, ao ratificar a presença da missão militar-policial chamada de estabilização, MINUSTAH. Declaração que esconde a impunidade das grandes potências e a hipocrisia que lhes permite intervir militar, política e economicamente no Haiti, aproveitando-se dos serviços de outros.

É justamente essa intervenção, um laboratório de novas formas de dominação e controle popular, a verdadeira ameaça.

Durante anos a intervenção de tropas estrangeiras, sejam elas dos Estados Unidos, da França, ou outros poderes, e agora a MINUSTAH, não tem melhorado a vida do povo haitiano. Ao contrário, sua presença ameaça a soberania e a dignidade desse povo e assegura um processo de colonização econômica dirigido, neste momento, por um virtual governo paralelo – a Comissão Interina de Reconstrução do Haiti – que responde mais rapidamente aos credores e empresários do que aos direitos das e dos haitianos. O Senado do Haiti votou recentementepor unanimidade para a retirada desta força de ocupação.

Como se não bastasse, a presença intervencionista usurpa diretamente 800 milhões de dólares por ano (equivalente a quase metade do orçamento anual haitiano) dos recursos necessários para o povo que deveriam ir para a saúde, educação, habitação, água, saneamento, soberania alimentar e a criação de empregos. E o pior, as tropas da MINUSTAH vem avultando um verdadeiro prontuário criminoso: abusos e violações de mulheres e jovens e matam. Matam com balas quando o povo resiste à fome e matam com o cólera: 5.000 haitianos, mulheres e homens, foram mortos pela doença introduzida pela MINUSTAH. Já basta!

Exigimos a retirada imediata das tropas e a não renovação do mandato da MINUSTAH.
O Conselho de Segurança tratará da renovação da MINUSTAH antes dia 15 de outubro e alguns governos já colocam a necessidade de mudanças. Conforme solicitação dasorganizações haitianas com as quais estamos em permanente contato, a defesa do povo haitiano, da Paz e a segurança mundial exige uma decisão profunda a respeito. Além da retirada da MINUSTAH, se deve garantir a não intervenção de qualquer ordem, seja ela militar ou policial estrangeira, inclusive e, principalmente, o rechaço à permanência de tropas Estadunidenses. Assim como, assegurar a sanção e a reparação dos crimes por estes cometidos.

Convocamos aos Estados e organismos envolvidos que revejam com urgência as políticas de cooperação regional e internacional com o Haiti.
Não se trata de solucionar os problemas que afetam a paz e a segurança social deste povo cm medidas conjunturais e assistenciais que aprofundam a dependência. O país necessita de mudanças onde o povo haitiano seja o protagonista de sua própria vida e construtor de sua própria história. A presença médica cubana é uma mostra irrefutável de que outra cooperação é possível.

Haiti, precursor e benfeitor das lutas antiescravistas e anticoloniais em toda a região, renomado pela criatividade de seus artistas e pela força organizadora de seu povo, tem suportado ao longo de sua vida enorme depredação e calamidades. Mostrou, também, sua luta permanente e solidária para construir alternativas fortes contra as injustiças e as adversidades. É fundamental respeitas seu direito à soberania e a autodeterminação, retirar a ocupação e as dívidas espúrias, apoiando-os em sua luta contra a impunidade, reconhecendo sua capacidade e restaurando os meios que injustamente foram retirados – a dívida histórica, social, ecológica e financeira devida ao povo haitiano – e que necessita para sua vida e para sua dignidade.
-Outubro, 2011.
PRIMERAS ADESÕES (al 4.10.11):
Adolfo Pérez Esquivel, Premio Nobel de la Paz y Presidente, Servicio Paz y Justicia en A.L. (Argentina)
Betty Williams, Premio Nobel de la Paz y Directora, World Centers of Compassion for Children International (Irlanda del Norte / EE.UU.)
Mairead Corrigan Maguire: Premio Nobel de la Paz y Presidenta, Peace People (Irlanda del Norte)
Nora Cortiñas, Madre de Plaza de Mayo, Línea Fundadora (Argentina)
Mirta Baravalle, Madre de Plaza de Mayo, Línea Fundadora (Argentina)
Organizaciones internacionales y regionales: Jubileo Sur / Américas - Servicio Paz y Justicia en América Latina - Jubilee South/Jubileo Sur - Africa Jubilee South - Alianza de Pueblos del Sur Acreedores de Deuda Ecológica - Alianza Social Continental - Alternatives International - Amigos de la Tierra América Latina y el Caribe (ATALC) - Asian Regional Exchange for New Alternatives (ARENA) - Comite Internacional por la Libertad de los Cinco - Comité pour l'Annulation de la Dette du Tiers Monde international - CADTM-AYNA - Convergencia de Movimientos de los Pueblos de las Américas (COMPA) - Federación Luterana Mundial Programa de Incidencia sobre la Deuda Ilegítima - Grito dos Excluídos Continental - Jubilee South Asia Pacific Movement on Debt and Development (JSAPMDD) - LDC Watch - Marcha Mundial de las Mujeres / World March of Women / Marche Mondiale des Femmes - Migrant Forum in Asia (MFA) - Plataforma Interamericana de Derechos Humanos, Democracia y Desarrollo (PIDHDD) - Red europea de Comites Oscar Romero - School of Americas Watch (SOAW) - Servicio Internacional Cristiano de Solidaridad con América Latina y el Caribe "Monseñor Oscar Arnulfo Romero" (SICSAL) - South Asia Alliance for Poverty Eradication (SAAPE) -
Alemania: Europarlamentario Jürgen Klute del bloque GUE-NGL - Esteban Cuya, Periodista, Nuremberg - Rainer Schlittgen - Ricarda Schlittgen - Rev. Dr. Karl Braungart , Iglesia Evanélica Luterana en Alemania, Parroquia Winnenden
Argentina: Agrupación " Agustín Tosco", Río Segundo, Córdoba - Agrupación "8 de Marzo", ATE/UBA, Fac. de Ingeniería - Agrupación "Germán Abdala", ATE/ Ministerio de Trabajo de la Nación - Agrupación "Tolo Arce", ATE-SENASA Capital Federal - Agrupación Martín Fierro (Varela - Alte. Brown - Mar del Plata y Cipoletti) - Movimientos Sociales hacia el ALBA Capítulo Argentina (CTA, Mov. Ncl. Campesino e Indigena-Vía Campesina, Frente Popular Dario Santillan, Equipo de educacion popular Pañuelos en Rebeldia, Movimiento por la Unidad Latinoamericana para el Cambio Social, MPR-Quebracho, Grupo de estudios de América Latina y el Caribe, Juventud Rebelde 20 de Diciembre) - Asamblea Permanente por los Derechos Humanos (APDH) - Asociación Civil Compromiso de Chascomús -Asociación DDHH Cañada de Gómez, Pcia. Santa Fe - Asociacion de Ex Detenidos Desaparecidos AEDD - Asociacion Ecuménica Martin Cunz - Attac Argentina - Cátedra Nacional de Economía Arturo Jauretche - Centro de Militares para la Democracia Argentina (CEMIDA ) -
Central de Trabajadores de la Argentina (CTA) - Centro de Investigación y desarrollo para Andes (CIRPA), S.S.Jujuy - Colectivo "El Club de la Pluma" - Comisión por la Memoria, la Verdad y la Justicia de Zona Norte - COMPA Coordinadora de Movimientos Populares de la Argentina -Companía Khaos - CONFAR, Conferencia Argentina de Religiosos y Religiosas - Convocatoria por la Liberación Nacional y Social, Frente Sindical - CPI Comisión Política de la Iglesia Dimensión de Fe - Democracia Popular, Rosario, Santa Fe - Departamento de Pastoral Social, Diócesis de S.C.Bariloche, Pbro. Juan Ángel Dieuzeide, Asesor Diocesano - Diálogo 2000 - Espacio Ecuménico - FeTERA Flores (Federación de Trabajadores de la Energía de la República Argentina en CTA) - Foro de Pensamiento y Construcción Social - Frente Popular Darío Santillán - Fundación Ayuda a la Niñez y Juventud "CHE PIBE" - Fundación Servicio Paz y Justicia - Iglesia Metodista Argentina - Liga Argentina por los Derechos del Hombre, Graciela Rosenblum, Presidenta y Nora Podestá, Comisión Internacional - Mopassol Argentina, Mesa Directiva - Movimiento Ecuménico por los Derechos Humanos (MEDH) - Movimiento por la Unidad Latinoamericana y el Cambio Social MULCS - Observatorio de Derechos Humanos de Pueblos Indigenas - Organizacion Mapuche de Derechos Humanos y Medio Ambiente OMDHUMA - Parroquia Ntra. Sra. de Fátima de la Isla Maciel, Avellaneda -
Partido Comunista de la Argentina, Patricio Echegaray, Secretario General - "Por el mismo camino" (Programa de radio en FM La Tribu) - Programa radial de la Deuda "Al Dorso" - PSTU (Partido Socialista de los Trabajadores Unificado) de Argentina - SERCUPO Al servivio de la cultura popular - Socialismo Libertario - Zonal de docentes anti-burocráticos de Rafael Castillo - Alcira Argumedo, Diputada Nacional de Proyecto Sur - Aldo Etchegoyen, Obispo (E) de la Iglesia Metodista y copresidente APDH - Alfredo Caporaletti , Coordinador Instituto Argentino de Estudios Geopolíticos IADEG - Alfredo Grande, Medico psiquiatra - Alicia Terzian, Compositora, directora y musicóloga, Miembro honorario del Consejo Internacional de la música de la UNESCO - Alicia Lesgart, Familiares de Desaparecidos Rosario - Alicia Rodrigo - Alicia Tramannoni - Ana Capdevielle, Médica - Ana Maria Moro, Familiares de Desaparecidos Rosario - Anna Daga, Cooperazione per lo Sviluppo dei Paesi Emergenti (COSPE), Representante legal en Argentina - Arq. Paula M.Aguado Casal, Inspectora de Secundaria-Miramar-Gral.Alvarado, miembro de APDH-Gral.Alvarado - Aurora Tumanischwili Penelón , FeTERA FLORES - Beverly Keene, Diálogo 2000 y Coordinadora Internacional, Jubileo Sur - Brenda Ponce, No Docente ,UNLP, La Plata - Carina Maloberti, Secretaria de organización nacional de ATE, CTA - Carlos Aznárez, Periodista, Director de Resumen Latinoamericano - Carlos Barbero, Zárate - Carlos Ernesto Motto, UBA - Carlos Ferreyra, Coordinador, Espacio Abierto ARDE LA MEMORIA, Cordoba - Carlos Guanciarrosa, Agrupación Enrique Mosconi, FeTERA en CTA - Carlos loza, Junta interna de ATE, AGP (Asociación General de Puertos) en la Central de Trabajadores de la Argentina CTA - Carlos Piro, Jefe de producto, Diario Perfil - Claudia Hasanbegovic, Doctora en políticas sociales -
Claudia Korol, Periodista - Claudia Pereyra - Claudio Katz, Economistas de Izquierda - Claudio Lozano, Diputado nacional de Unidad Popular - Cra. Diana E.Susevich - Daniel Campos, Candidato a Diputado por el Frente de la Izquierda y los Trabajadores - Daniel Eduardo Echeverría, Sacerdote-Religioso Misionero de los SS.Corazones, Barrio "22 de Enero", La Matanza, Provincia de Bs. As. - Diego Mendieta, Pastor de la Comunidad Dimensión de Fe, una Iglesia de todos y para todos - Dora Mattioli, Attac - Dr. Roberto F. Cipriano Garcia, Director, Comité contra la Tortura, Comision Provincial por la Memoria, Provincia de Buenos Aires -Eduardo Barragán, dirigente nacional del PSTU - Eduardo Espinosa, ATE (Asociación de Trabajadores del Estado, en CTA), Ministerio de Desarrollo Humano de la Provincia de Bs.As. - Eduardo Grüner, Docente / Investigador UBA - Eduardo Macaluse, Diputado nacional de Unidad Popular - Elena Liberatori, Jueza Ciudad de Bs.As. - Elisa de Azlor - Emilio Taddei, GEAL Grupo de Estudios sobre América Latina - Ernesto Alonso, Centro de Ex Combatientes Islas Malvinas (CECIM) La Plata - Ester Kandel - Ester Szlit, Medica - Eugenia de Combi - Eugenia Maria Ruiz Bry, Dra. en Antropologia Universidad Nacional de Rosario - Fabián Peralta, Diputado Nacional - Facundo Solana , Investigador Conicet-UBA - Fernando Guzmán, Comisión de Justicia y Paz, Misioneros Claretianos - Francesco Vigliarolo, Docente Universidad Católica de La Plata, UCALP - Gabriela Lis Burdman - Gloria Marzábal - Gonzalo Moyano, Médico-Docente Investigador Facultadad Medicina UBA - Gonzalo Santa Coloma, Ingeniero agrónomo, religioso marista, Darregueira, Pcia. de Bueno Aires - Graciela Cassou - Gabriela Cauduro -
Graciela Iturraspe, Diputada Nacional de Unidad Popular - Graciela Ramirez, Corresponsal de Resumen Latinoamericano - Guillermo Jose Dellacasa, Lic. en Administración de Empresas - Guillermo López, FeTERA FLORES (Federación de Trabajadores de la Energía de la República Argentina en CTA) - Horacio Alcuaz, Diputado Nacional - Igor Calvo, militante de base del FNRP, Honduras - Inés Izaguirre, Horacio Ravenna, Ernesto Moreau, Elina Aguiar y Rubén Efrón, Co-vicepresidentes, APDH - Ingrid Storge, Responsable del colectivo Amigos por la paz en Colombia y en el Mundo - Irene Antinori, Psicologa - J.M. de Mingo - Jorge Falcone, Documentalista-Docente-Escritor - Jorge L. Karol, Investigador IIPAC, Profesor FAU- UNLP - José Luis Bournasell - José Seoane, GEAL Grupo de Estudios sobre América Latina - Juan Pablo Gasme, Equipo Surcos / Coordinador Pastoral Colegio Claret (Buenos Aires) -
Julio Raffo, Diputado de la Ciudad de Buenos Aires (Proyecto Sur) - Julio Rudman, Periodista, Mendoza -Julio Santucho, Presidente Instituto Multimedia DerHumALC - Laura Benadiba, Presidenta de Otras Memorias - Laura Beratti - Leandro Andrini, Docente Universitario (FCE-UNLP), Investigador científico (CONICET), La Plata - Leandro Morgenfeld, Docente UBA/CONICET - Lic. Amabe Amalia Molinari, Licenciada en Gestión Cultural - Lic. Carola Arrúe, Asociación Civil "El Arca", Prov.de Bs. As. - Lihue Vizcaíno, actriz - Liliana Fontan, Defensora de DDHH, Asoc. de Abogados de Bs. As. - Liliana Marzano - Liliana Parada, Diputada nacional de Unidad Popular - Luis Capdevielle, Psicólogo - Luis Juan Fabrizi , "El Club de la Pluma" - Luis Lafferriere, Profesor Titular de Economía y Periodismo Económico (UNER) - Luis Rey - Marcelo López, A.P.D.H. La Matanza - Maria Cabrejas, Periodista, realizadora audiovisual - Maria Cristina Capdevielle - María Rosa Capdevielle, Psicopedagoga - María Rosa González, Comunicadora social - María Teresa Andant - María Torrellas, Periodista, Resumen Latinoamericano - Mario Hernandez, Periodista, miembro de la Comisión Directiva de la Coordinadora de Medios de la CABA (COMECI) - Marisa Biasutti - Marta Maffei, Diputada Nacional, M.C. - Marta Speroni , Militante por los dd.hh. -
Miguel Monserrat, Diputado Nacional, M.C. y copresidente APDH - Nancy Viviana Piñeiro - Noemi Abad, periodista ambiental, Directora de www.ecoportal.net y la revista Ambiente y Sociedad - Nora Emilce Elichiry, Prof. Titular Consulta e Investigadora, Facultad de Psicología, Universidad de Buenos Aires - Norberto Ganci, Periodista - Octavio Carsen - Osvaldo Cipolloni, Plan FinEs/DEJyA/Min.Educación - Pablo Díaz Marenghi , Estudiante de Ciencias de la Comunicación/UBA y Redactor fijo en Alrededores - Pablo Melicchio, Escritor-Psicólogo - Pablo Pimentel, APDH La Matanza - Pastor Dr. Arturo Blatezky - Patricia Halaban, PROFESORA - Pbro. Eduardo de la Serna, Coordinador Nacional Curas en Opción por los Pobres - Prof. María Victoria Veracierto, Departamento de Ciencias Antropologicas, Facultad de Filosofia y Letras, UBA - Rev. Ángel Furlan, Codirector Programa sobre Deuda Ilegítima de la Federación Luterana Mundial - Rina Bertaccini, Vice presidenta del Consejo Mundial por la Paz - Roberto Giusti - Rogelio Ponsard - Rosa Guide - Rosana Merlos, Secretaria de DDHH de SUTEBA y de CTA Provincia de Bs As - Saada Bentolila, Profesora universitaria, Fundadora de la Catedra libre sobre "Discriminacion, Genocidios y Holocausto", Miembro Integrante del Observatorio de DDHH - Sebastian Tajes Albani, Militante DDHH EstudioTtilsa Albani - Sergio Adrián Villar, Educadores Populares Aldabón, San Rafael, Mendoza - Silvia Della Maddalena, Artista Plástica, Licenciada en Artes Visuales - Silvia Pereyra - Silvina Corbetta, Politóloga (UBA) / Investigadora Independiente - Susana De Angelis - Susana Méndez, Mar del Plata - Susana Patricia Salina - Tilsa Albani, Abogada Derechos Humanos - Verónica Benas, Diputada nacional de Unidad Popular - Victor De Gennaro, Presidente de Unidad Popular (UP) - Víctor Heredia -Virginia E. Moronell - Virginia Linares, Diputada Nacional - Vivian Torres
Bangladesh: Bangladesh Krishok Federation - Equity and Justice Working Group Bangladesh (EquityBD) - Nabodhara - Resource Integration Centre - SUPRO - VOICE
Bélgica: Eric Toussaint, président CADTM Belgique - M C Patricia Morales, Universidad de Lovaina - Patricia Quintero-Cabrale, Activista de DDHH - Viviana Viera Giraldo, asesora del Bloque GUE-NGL en el Parlamento Europeo
Bolivia: Alejandro Dausá - Rosario Valenzuela Sotomayor, Escritora
Brasil: APROPUC, Associação dos Professores da PUC/SP - Articulação Pacari - Assembléia Popular Nacional - Associação Brasileira de Homeopatia Popular, ABHP - Associação Brasileira de Organizações Não Governamentais , ABONG - Associação de Favelas de São Jose dos Campos - Associação para inclusão à comunicação cultura e arte, "ARCCA" - Associação Vida Brasil, Salvador - Cáritas Brasileira – Regional de Minas Gerais - Cáritas Brasileira Regional Nordeste III (Bahia e Sergipe) - Casa da América Latina - Casa da Solidariedade da Região Episcopal Ipiranga/São Paulo - Centro Burnier de Fé e Político do Mato Grosso - Centro de Direitos Humanos de Cristalândia,Tocantins - Centro de Assessoria Popular Caldeirão - Centro do Estudo Bíblico - CEBI - Comissão Pastoral da Terra - CPT - Comitê goiano pelo fim da violência policial - Comitê Mineiro do Fórum Social Mundial - Comitê Pró-Haiti - Conselho de Leigos da Arquidiocese de São Paulo - Conselho de Leigos da Região Ipiranga – CLERI/SP - Conselho Indigenista Missionário – CIMI - Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de Lins/SP - Conselho Nacional do Laicato do Brasil – CNLB - Conselho Nacional do Laicato do Brasil - Regional Leste 2 - CNLB/MG - Conselho Pastoral dos Pescadores - CPP - CSP-Conlutas - Central Sindical e Popular -
Esplar-Centro de Pesquisa e Assessoria, Fortaleza - Federação dos Estudantes de Agronomia do Brasil FEAB - Fórum de Mudanças Climáticas e Justiça Social - Fórum Popular do Orçamento do Rio de Janeiro, Luiz Mario Behnken - GEP - Grupo Educação Popular/Morro da Providência/RJ - Grito dos Excluídos Nacional - Instituto Brasileiro de Desenvolvimento – IBRADES - Instituto de Formação Humana e Educação Popular, IFHEP - Instituto de Politicas Alternativas para o Cone Sul PACS - Instituto Equit - Instituto Imersão Latina – IMEL - Instituto São Paulo de Cidadania e Política - Iser Assessoria - Justiça Global - Juventude Francisca – JUFRA - Juventude Operária Católica Brasileira – JOC - Metabase Mariana MG - MNOB, Movimento Nacional de Oposição Bancária - Movimento de Mulheres Camponesas, MMC - Movimento de Resistência Camponesa - Movimento dos Atingidos por Barragens – MAB - Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra MST -
Movimento Nacional Quilombo Raça e Classe - Mulheres Camponesas: Resistência e Esperanças na Luta por Igualdade de Direitos - NOVA, Pesquisa e Assessoria em Educação/RJ - Oposição Alternativa - Apeoesp São Paulo -
Partido Comunista Brasileiro - Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado, PSTU - Pastorais Sociais do Regional Noroeste (Acre, Sul do Amazonas e Rondônia) - Pastoral da Mulher Marginalizada – PMM - Pastoral do Povo da Rua - Pastoral do Povo da Rua, Fortaleza, CE - Pastoral Operária Nacional, PO - Rede Brasil sobre Intituições Financeiras Multilaterais - Rede Jubileu Sul Brasil - Rede Social de Justiça e Direitos Humanos - Serviço Pastoral dos Migrantes , SPM - SERPAJ-Brasil - Sindicato dos Bancários de Bauru - Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos - Sindicato dos Metroviários São Paulo - Sindicato dos Professores de Nova Friburgo e Região/RJ - Sindicato dos Rodoviários de Fortaleza - Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil de Belém - Sindicato dos Trabalhadores da construção Civil de Fortaleza - Sindicato dos Trabalhadores dos Correios de Pernambuco - Sindsef São Paulo (Sindicato dos Servidores Federais de São Paulo) - Sintrajud São Paulo - União Baiana de Cegos UBC - União da Juventude Comunista - UNEafro-Brasil - Unidade Classista - Via Campesina Brasil -
Adriano Martins, CESE - Aline Castro, Red por Tí América - Altair Pozzebon - Cáritas Brasileira – Regional/RS - Ana Garcia - Ana Maria Delazeni – SPM - Andressa Caldas - Angela Aparecida da Silva militante da Marcha Mundial das Mulheres - Antonio Cezar Quevedo Goulart, Sindicato dos Engenheiros do Parana - Ari Alberti, Grito dos Excluídos - Carlos Walter Porto Gonçalves, Professor do Programa de Posgrado em Geografia da Universidade Federal Fluminense - Cirlene Sasso - Pastoral Sociais da Regional NE IV (Piauí) - Clecir Trombetta, Fórum Mudanças Climáticas e Justiça Social - Cleusa Alves da Silva, Cáritas Brasileira reg. NE3 (Bahia e Sergipe) - Creuza Maciel - Dirceu Fumegalli ,CPT - Dirceu Travesso, militante da CSP-Conlutas - Dom Enemézio Lazzaris, CPT e Diocese de Balsas/MA - Edison Puente, internacionalista - Edson G. P. O. Silva, sociólogo - Eduardo Paludette, PO Nacional - Elder Andrade de Paula -
Eliomar Coelho, Vereador (consejal), PSOL, RJ - Eric Nepomuceno, Escritor - Evandir Santa Rita de Jesus, Contraponto, APS / PSOL - Fernando Morais, periodista y escritor - Frederico José Falcão - Professor do CTUR/UFRRJ - Frei Betto, escritor - Gabriel Priolli Netto, Jornalista, Produtor de Televisão - Gustavo Batanolli - Gustavo Lapido Loureiro - Inácio José Werner, Centro Burnier/MT - Iolanda Toshie Ide, Presidenta do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de Lins (SP) - Ivo Lesbaupin, Sociólogo, Rio de Janeiro - Ivo Poletto, Assessor do Fórum Mudanças Climáticas e Justiça Social - João Batista Gomes Macêdo – Jufra - João de Jesus da Costa – Cáritas Brasileira - João Luiz Duboc Pinaud, advogado de Direitos Humanos - João Pedro Casarotto, Porto Alegre-RS –
Leonardo Boff, professor e escritor, teólogo e ecologista - Luiz Mario Behnken p/ Fórum Popular do Orçamento do Rio de Janeiro - Maciel Cover, da Pastoral da Juventude Rural/PB - Magnólia Santos Rodrigues – 5ª SSB/Pastorais Scoais - Marcos Antonio Freitas de Araujo, educador popular na paraiba - Marcos Arruda, Economista e Educador do Instituto de Politicas Alternativas para o Cone Sul - Maria Solange – Past. Sociais Reg. Noroeste (Acre, Sul do Amazonas e Rondônia) - Marilene Cruz – Pastoral do Menor Nacional - Marilene D. Buzatto, CIMI - Myrian Athayde - Otilia Balio Fava, militante popular - Padre Alfredo J. Gonçalves, carlista - Padre Geraldo Marcos Labarrère Nascimento, jesuíta - Paulo Roberto Demeter - Pe. Nelito Dornelas, Coordenador da 5ª SSB -
Pedro César Batista, escritor e jornalista. São Paulo. - Penha Dalva Nascimento Marcondes – CEBI/ES - Prof. Dr. Alfredo Martín - Programa de Pós-Graduação em Educação Ambiental – UFRGS/RS - Raquel Passos – CEBI/ES - Renato Thril - Projeto Memória e Caminhada, UCB/DF - Roberto Leher, Prof. Universidade Federal do Rio de Janeiro - Rosana Magalhães - Rosângela de Souza - advogada (Membro da Executiva Estadual do PT de SC) - Rosilene Wansetto, socióloga e militante do Jubileu Sul Brasil - Sandra Quintela, Economista do Instituto de Politicas Alternativas para o Cone Sul e Coordenadora Jubileo Sur Americas - Sebastião Carlos Moreira – CIMI - Sérgio Barbosa de Almeida - Sonia Fleury - Sonia Santos, Coordenadora MNU de Diadema - SP, Coordenadora Nacional por SP -da "ANLU"-corrente interna do MNU, Representante N. do MN em Direitos Humanos - Terezinha Tartelli – Past. da Pessoa Idosa - Virgínia Fontes, Historiadora - Welton Yudi Oda, Associação Filosofia Itinerante, de Manaus, Amazonas -
Canadá: Canada Haiti Action Network, Roger Annis - Common Frontiers - Pierre Mouterde
Chile: Colectivo VientoSur - Komunidad Edukativa Wenuleufu - Observadores de la Escuela de las Américas - David Eugenio Nuñez Maldonado, Antropólogo - Manuel Hidalgo, Coordinador de Amerindia-Chile, Presidente de APILA (Asociación de Inmigrantes por la Integración Latinoamericana y del Caribe), Representante de la red MIREDES Internacional. (Migrantes, Refugiados y Desplazados) - Pablo Ruiz , School of Americas Watch - Tania Larisa Solar, Psicóloga Comunitaria
Colombia: Campaña en Deuda con los Derechos - Colectivo de Abogados José Alvear Restrepo - Corporación Mujeres y Economía - Marcha Mundial de Mujeres - Colombia - Caterina Heyck Puyana , PHD Instituto de la Paz y los Conflictos, Universidad de Granada, España - Manuel Rozental
Costa Rica: Rodolfo Umaña Castro , Magister en Biotecnología
Cuba: Casa Memorial Salvador Allende - Centro Memorial Dr. Martín Luther King, Jr. - urelio Alonso, Sociólogo, subdirector de la revista Casa de las Américas - Miguel Barnet, Escritor y etnólogo cubano y Presidente de la UNEAC - Rev. Luis Carlos Marrero Chasbar y Rvda. Daylíns Rufin Pardo, Grupo de Reflexión y Solidaridad "Oscar A. Romero" Ecuador: Acción Ecológica - Coalición No Bases Ecuador - Ecuador Decide - Fundación Pueblo Indio del Ecuador - SERPAJ Ecuador - Eco. Franklin Canelos , Consejo Latinoamericano de Iglesias CLAI, progama Fe,economía y sociedad - Irene Leon, sociologa - Magdalena Leon, REMTE -Maria Augusta Calle , Asambleísta, - Nidia Arrobo Rodas , Directora Ejecutiva de la Fundación Pueblo Indio del Ecuador - Alejandro Moreano , Escritor -
El Salvador: Coordinación Ecumenica de la Iglesia de las y los Pobres de E.S./ CEIPES - Red de Accion frente al Libre Comercio e Inversion Sinti Techan
EE.UU. / USA: Institute for Justice & Democracy in Haiti - Other Worlds - Brian P Fisher, Philadelphia, PA - Jorge Majfud, PhD, Jacksonville University, Florida - Lisa Sullivan , School of AmericasWatch - Mark Schuller, Assistant Professor, Department of Social Sciences, York College, City University of New York - Manuel Pérez-Rocha L. Investigador del Institute for Policy Studies de Washington D.C.) - Philip McManus , Co-Chair, Forging Alliances South and North (ForAL), Co-Presidente, Forjando Alianzas Sur y Norte (ForAL) - Rev. Roy Bourgeois , School of Americas Watch - Sarah Schoellkopf, Ph. D., Doctora en políticas sociales
España: Comité Monseñor Oscar Romero, Madrid - Ecologistas en Acción - Red latina sin fronteras, Andalucia - Ongd AFRICANDO, Gran Canaria - ONGD Lanbi Elkartea, Asociación Para la Solidaridad con Haití, Portugalete, Biskaia - Ana María Vila Montero , - Francesc Riera Isern , Hortelano, Presidente de la Junta Administrativa de Manurga - Jordi Palou Loverdos , Abogado acreditados ante la Corte Penal Internacional y mediador en conflictos nacionales e internacionales - Natividad Fernández Camiña - Isabel Cano Fernández , La Rioja - Catalunya: Observatorio de la Deuda en la Globalización - Joan Martínez Alier, Professor of Economics and Economic History and deputy-director, ICTA, at the Universitat Autonoma de Barcelona - José Ignacio González Faus - Mariona Sebastián Cercós, Pedagoga, Secretaria Técnica de la Universidad Internacional de la Paz y Máster de Cooperación Globalización y Desarrollo - Martí Olivella, Director de Nova-Innovació Social - Montserrat Ponsa Tarrés, Fundación Cultura de Paz - Tica Font i Gregori, Directora, Institut Català Internacional per la Pau - Ven.Thubten Wangchen, Director, Fundació CASA del TIBET Galicia: Asamblea de Crentes Galegos - Axunica ong - Comunidade Cristiana Vangarda Obreira da Coruña - Miguel Vila , Colaborador, ONG ASUNICA, Lugo - Maria Teresa Marone, Colaboradora de la ONG AXUNICA de Galicia - Ana Maria Vila Montero - Carmen Pérez Carballo -
Filipinas / Philippines: Alliance of Progressive Labor (APL) - Aniban ng Manggagawa sa Agrikultura (AMA) - Assalam Bangsamoro People's Association - Faith-based Congress Against Immoral Debts (FCAID) - Freedom from Debt Coalition – Cebu Chapter - Freedom from Debt Coalition – West Mindanao Chapter - Freedom from Debt Coalition - Partido Lakas ng Masa (Party of the Laboring Masses) - Philippine Human Rights Information Center (PhilRights) - SANLAKAS Sugbo - SANLAKAS Youth - SANLAKAS - Task Force Detainees of the Philippines (TFDP) - World March of Women Pilipinas
Francia: Collectif de soutien à l'ALBA-TCP de Grenoble (France) - Frantz Fanon Foundation-Fondation Frantz Fanon - INTI Solidaridad con los pueblos de America Central y Caribe - MIR-France - Ana Cauwel - Claude Vergès - Cristina Castell , Poeta y periodista - José María Cuesta, Toulouse
Guatemala: Centro de Comunicación para el Desarrollo (CECODE) - Simona Yagenova , FLACSO
Honduras: Bloque Popular - Consejo Cívico de Organizaciones Populares e Indígenas de Honduras COPINH - Foro Social de la Deuda Externa y Desarrollo de Honduras FOSDEH -Movimiento Insurrección Autónoma MIA - Organización Fratenal Negra Hondureña OFRANEH, La Ceiba - Miriam Miranda , Coordinadora OFRANEH
India: Adivasi Mulvasi Astitva Rakcha Manch - Indian Social Action Forum - River Basin Friends - Rural Volunteers Centre , Akajan - Vinod Raina, Alternatives East Asia
Italia: Fundación Basso, Sección internacional - Observatorio sobre Latinoamerica SELVAS - Antonio Tricarico, Campagna per la riforma della Banca Mondiale, Roma - Raffaele K Salinari, Presidente Alianza Internacional Terre des Hommes TDH - Ana Afonso, Presidente del CEIPES - Centro Internazionale per la Promozione dell'Educazione e lo Sviluppo - Giorgio Sibona - Luca Sibona - Giovanna Schintu, Oschiri (OT)
Japan: Filo Hirota - Yoko Kitasawa, Debtnet
Malasia: Monitoring Sustainability of Globalisation (MSN)
Martinique: Groupe Révolution Socialiste (G.R.S.)
México: Alianza Mexicana por la Autodeterminación de los Pueblos (AMAP) - Centro de Estudios de la Región Cuicateca, (CEREC) - Colectivo Revuelta Verde - Comité de Derechos Humanos, "Asís"-Col. Pedregal de Santo Domingo, Coyoacán - Movimiento Mexicano de Afectados por las Represas y en Defensa de los Ríos (MAPDER) - Otros Mundos AC/Amigos de la Tierra México - Red Mexicana de Acción frente al Libre Comercio (RMALC) - Red Mexicana de Afectados por la Minería (REMA) - Rising Tide Mexico - Ana Esther Ceceña, Coordinadora, Observatorio Latinoamericano de Geopolítica, Instituto de Investigaciones Económicas, UNAM - Beatriz Stolowicz, UNAM - Carlos Fazio , periodista - Catalina Eibenschutz - Enrique Leff - Fernando Sánchez Cuadros, Centro de Estudios Monetarios Latinoamericanos CEMLA - Francisco López Bárcenas, Pueblo Mixteco de Oaxaca - Frida Modak, periodista - Isabel Sanginés Franco, UNAM - Luciano Concheiro, UNAM - Marcos R. López Miguel, UNAM - Margarita Favela Ceiich, UNAM - María Mirabel Mejía, Profesora, Sección XVIII del SNTE-CNTE - Miguel Alvarez Gándara, Presidente de SERAPAZ - Nayar López Castellanos, UNAM - Verónica Munier, red nacional de resistencia civil contra las altas tarifas de la energìa electrica, Mexico
Nepal: All Nepal Peasants' Federation (ANPFa) - Campaign for Climate Justice Network (CCJN), Nepal - Right to Food Network (RtFN), Nepal - Rural Reconstruction Nepal (RRN)
Nicaragua: ALIEDS – ASOTRAEXDAN - Movimiento Social Nicaragüense - Red Nicaragüense por la Democracia y el Desarrollo Local - Arnaldo Zenteno S.J., Comunidades Eclesiales de Base(CEB)
Noruega: Circulo bolivariano Simon Bolivar-Oslo / Grupo de apoyo Cuba5
Palestina: Bassel Ismail Salem
Panamá: Colectivo Voces Ecológicas - Coordinadora Nacional Cristiana de Panamá Héctor Gallego, CNCP-HG - Coordinadora Popular de Derechos Humanos de Panamá COPODEHUPA - Julio Yao, Serpaj-Panamá - Vicente Archibold Blake
Paquistán: Pakistan Kissan Rabita Committee
Paraguay: Coordinadora por la Integración y la Soberanía Energética (CONISE), Roberto Colmán, Coordinador - Foro Derecho a la Eduación Paraguay - Germán Pravia, Casa Misionera - Ing. Ricardo Canese, PARLAMENTARIO DEL MERCOSUR por el PARTIDO POPULAR TEKOJOJA
Perú: Anibal Quijano - Fausto Reyes, Chiclayo-Lambayeque
Portugal: Boaventura de Souza Santos
Puerto Rico: Comité Pro Niñez Dominico Haitiana - Grito de las/os Excluidas/os- capítulo de Puerto Rico - MUSAS por Haití - Organizacion puertorriquena Red de Esperanza y Solidaridad de la Diocesis de Caguas - Proyecto Caribeño de Justicia y Paz - Hilda Guerrero, Comité Pro Niñez Dominico Haitiana - Jorge A. Montijo, Grito de las/os Excluidas/os, Capítulo de Puerto Rico - Wanda Colón Cortés, Proyecto Caribeño de Justicia y Paz - Jose Berrios Pacheco, Independentista
Reino Unido/ United Kingdom Nick Dearden, Jubilee Debt Campaign
República Dominicana: Lucha X tus derechos - Alexander Mundaray Rosario, Canta autor - German Marte, periodista - Luis Darío Peña, Miembro de la Comisión Diocesana de Pastoral de la Cultura, Pastoral Social y la Radio Católica, Barahona - Julín Acosta, sacerdote diocesano
Sénegal: Demba Dembele, Co-coordinator, Africa Jubilee South - Forum des Alternatives africaines
South Africa: Jubilee South Africa - Patrick Bond, University of KwaZulu-Natal, Durban
Suecia: Lidia Camacho
Trinidad y Tobago: FITUN - Federation of Independent Trade Unions and NGOs
Uruguay: Agrupacion Nacional Guevarista y Artiguista ProUNIR - Comunicación Participativa desde el Cono Sur (COMCOSUR) - Coordinadora por el retiro de tropas de Haití - FEUU - Federación de Estudiantes Universitarios del Uruguay - PIT-CNT, Plenario Intersindical de Trabajadores-Convención Nacional de Trabajadores - Plataforma DESCAm - REDES-Amigos de la Tierra - Trabajadores del Hospital Universitario de Uruguay - Álvaro González Novoa - Ana Juanche, Coordinadora Servicio Paz y Justicia en América Latina - Anahit Aharonian, Ingeniera Agrónoma, Ex-Presa Política uruguaya (1973-1985) - Eduardo Galeano, escritor - Fernando Bruschi, Licenciado en Psicología - Gabriel Sánchez - Ivonne Leites, Blog Atea y Sublevada - Jorge Daniel Díaz, comunicador radial - Jorge Zabalza , Corriente de Izquierda - Lic. Martha Lidia Ferreira, Corresponsal blogueros y corresponsales de la revolución en Uruguay - Maria Inés Sánchez, Estudiante - María M. Delgado, activista de ddhh - Micaela Souza, Estudiante de Ciencias de la Comunicación - Ramiro Chimuris, Plataforma DESCAm - Raul Zibechi, periodista - Rosario Sanchez, Médica - Silvia Pose, Coordinadora por el Retiro de las Tropas de Haiti - Susana D. Techera García, Maestra - Veronika Engler, Corriente de Izquierda - Walter Caimí, periodista jurídico e investigador -
Venezuela: ARAÑA FEMINISTA, red de colectivos feministas socialistas y de mujeres - Cumbre de Mujeres Afrovenezolanas - Coalición de Tendencias Clasista (CTC-VZLA) - Medio alternativo de difusión Maracaibo Solidaria - Movimiento 13 de Abril - Movimiento continental bolivariano Capítulo Aragua - Movimiento Unido Socialista Haitiano-Venezolano del ALBA - SUNTRA-HUC Sindicato/ Directiva Suntra-Huc - Boris Caballero, Centro de Estudios Latinoamericanos Rómulo Gallegos - Edgar Guzman - Edgardo Lander, Profesor, Universidad Central de Venezuela, Caracas -
Fritz Saintlouis, vocero MOUSHVA - Humberto Mata, escritor - Inmacula Nervil, vocera MOUSHVA - Luis Britto García, escritor - Marisol Lander - Marta Harnecker - Michael Lebowitz - Miriam Rodríguez, ex-voluntaria en Haití - Paulino Núñez M., vocero MOUSHVA - Fernando Báez, Escritor
Otros: Alba Carosio, Profesora Universitaria y Feminista - Alida Becerra - Ana López Álvarez - Bernardo Murcio Velasco - Clara Baquero - Daniel De Santis - Florencia Gainza - Ismael Noe Valecillos, VOZ INSURGENTE editor - Jesus Pirela - João Carlos Silva - Jorge Rotunno - José Alberto Corral Iglesias - Juana Loeches - Lelis Paez - Libia López Aguilar - Lic. Luis Gutiérrez Esparza, Presidente, Círculo Latinoamericano de Estudios Internacionales (CLAEI) - Lic. Marcelo López Birra, Cátedra UNESCO de Educación para la Paz y la Comprensión Internacional.Director - Manuel Pliego - Marco González, Relaciones Internacionales Casa Memorial Salvador Allende - Marieva Caguaripano - Mary Logiovine - Miguel Martinez Rial -Mónica Martina - Natalia Andrea Peral, PhD Candidate, International Relations and European Studies Central European University Budapest - Sergio Gómez Montero -
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O que a Copa e as Olimpíadas fazem pelas cidades

Por RENATA NEDER, da ONG Action Aid



"Bilhões de dólares foram gastos em estádios e outras obras, mas nós permanecemos em barracos sem energia. Eles pediram para a gente "sentir a Copa" [expressão usada no slogan oficial do evento], mas nós não sentimos nada além da dor da pobreza piorada pela dor da repressão. O dinheiro que deveria ser gasto urbanizando as comunidades mais pobres foi desperdiçado. A Copa do Mundo vai terminar no domingo e nós ainda seremos pobres."
Essa foi a fala de um jovem de Johannesburgo durante a Copa do Mundo de 2010. Reflete o sentimento de muitos sul-africanos em relação ao evento.

Eu estive na África do Sul alguns meses antes do início da Copa. Encontrei um país em obras e muita gente reclamando. Mas, quando os jogos começam, os problemas costumam ser esquecidos. Passada a euforia do momento, começam as discussões sobre os impactos do evento, o uso dos recursos, quem se beneficiou realmente… e por aí vai.

Essa discussão não termina, porque acaba emendando nas discussões daqueles que já estão preocupados com o futuro das suas cidades que serão sede das próximas Copas e Olimpíadas. Já existem muitas informações disponíveis e que merecem atenção.

Em 2010, as Nações Unidas lançaram um relatório sobre o impacto das Olimpíadas nas cidades-sede. Os números são chocantes. Seul (1988): 15% da população foi desalojada, 48 mil edifícios foram destruídos. Pequim (2008): Um milhão e meio de pessoas foram removidas. Atlanta (1996): 15 mil pessoas removidas. E essas remoções e despejos, na maior parte das vezes, foram feitos de forma violenta e desrespeitando direitos básicos da população.

Além do impacto direto das obras e de como elas são feitas, também há o ponto importante de quem realmente se beneficia com a realização destes eventos. Na África do Sul, por exemplo, muitos homens e mulheres artesãos, comerciantes, vendedores, trabalhadores, etc, acreditaram que poderiam se beneficiar e aumentar um pouco sua renda durante os jogos. Mas não foi assim. Os pequenos comerciantes e artesãos não tiveram acesso aos estádios e arredores. Um perímetro de exclusividade foi criado ao redor dos estádios. Ali, apenas as grandes redes e marcas poderiam comercializar seus produtos. Resultado: quem lucrou foram as grandes empresas, não os sul africanos.

E falando em estádio… hoje, apenas um ano depois da Copa, já se discute na África do Sul a demolição de alguns dos estádios construídos. O custo da manutenção é alto demais, não justifica manter o "elefante branco" em pé.

E o que falar dos gastos? A Copa da África do Sul acabou custando 17 vezes mais do que o previsto inicialmente. Cidades que foram sede de mega eventos se endividaram além de suas capacidades e passaram muitos anos pagando a conta. È o caso de Atenas (2004) e Montreal (1976) que sediaram os Jogos Olímpicos.

Quanto mais investigamos, mais vemos cenários desanimadores. Mas, como disse o cientista político Antonio Gramsci, não devemos ficar apenas no pessimismo da razão. Devemos ter o otimismo da vontade.

O otimismo da minha vontade diz que é possível trilhar outros caminhos em que a realização de megaeventos esportivos promova inclusão social, gere renda e diminua desigualdades. Mas o caminho que leva a esse legado é o caminho da participação popular, da transparência, do controle social sobre as políticas e uso de recursos públicos.

O Brasil e o Rio de Janeiro podem aprender muito com outras experiências e escolher um caminho melhor para a realização da Copa do Mundo em 2014 e das Olimpíadas em 2016.

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segunda-feira, 3 de outubro de 2011

“A Esquerda e o Golpe de 64”:um livro indispensável para a compreensão da história do Brasil recente




"A Esquerda e o Golpe de 64":
um livro indispensável para a compreensão da história do Brasil recente

No último dia 27 (terça), a sede nacional do PCB abrigou o lançamento do livro "A Esquerda e o Golpe de 64", do escritor Denis de Moraes, em reedição atualizada pela Editora Expressão Popular. Da mesa do evento, participaram os camaradas Ricardo Costa (Rico), representando o Comitê Central do PCB, e Joba, do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST).

Dênis de Moraes, professor da Universidade Federal Fluminense, jornalista por formação, é acadêmico e pesquisador respeitado na área da Comunicação, autor de mais de vinte títulos, dentre os quais Vianninha, cúmplice da paixão (1991), O velho Graça (1992) e O rebelde do traço (1996), belíssimas biografias de Oduvaldo Vianna Filho, Graciliano Ramos e Henfil, nas quais a trajetória da esquerda brasileira é reconstruída através das vidas e obras dos biografados. Seu livro mais recente, Vozes abertas da América Latina: Estado, políticas públicas e democratização da comunicação (2011), retrata bem a preocupação do autor, nos últimos anos, em analisar o processo de consolidação da hegemonia burguesa na América Latina, através do espantoso crescimento do poder ideológico exercido pelos meios de comunicação, no contexto mundial da globalização capitalista, em paralelo ao desenvolvimento de ações de resistência e de políticas de controle popular e democrático da mídia, por intermédio dos movimentos populares, organizações de esquerda e governos progressistas do nosso continente. Traduzido e reconhecido no exterior, Dênis recebeu, no ano passado, o "Premio Internacional de Ensayo Pensar a Contracorriente", do Ministério da Cultura de Cuba.

Em A esquerda e o golpe de 64, publicado originalmente em 1989, quando grande parte dos personagens e entrevistados do livro ainda estavam vivos (tais como Luiz Carlos Prestes, Gregório Bezerra, Leonel Brizola, Francisco Julião, Herbert de Souza, Nelson Werneck Sodré, dentre outros), Dênis analisa as diferentes concepções, táticas e projetos estratégicos, assim como as ilusões e os equívocos, da esquerda brasileira se no período do governo João Goulart, derrubado, em 1º de abril de 1964, pelas forças políticas reacionárias e pelos setores representativos da burguesia monopolista. Recorrendo a imagens cinematográficas, faz um balanço dos erros e acertos da esquerda numa conjuntura de grande efervescência política e cultural, com a ampla participação de diversos setores organizados das massas (sindicatos, ligas camponesas, organizações estudantis, de mulheres, artistas, escritores, etc), fato que provocou a reação da direita brasileira, temerosa da eclosão de uma revolução vermelha.

No evento de lançamento do livro, Dênis dedicou sua palestra aos verdadeiros heróis do povo brasileiro: os membros do Comitê Central do PCB assassinados pela repressão em 1975 e os revolucionários da estirpe de Gregório Bezerra e Carlos Marighella. Resgatou a figura histórica de João Goulart (Jango), demonizada pela direita e esquecida por boa parte da esquerda, lembrando seu governo democrático, que não reprimiu os movimentos sociais da época e possibilitou a organização dos trabalhadores, na luta por seus direitos.

Conforme lembrado pelo camarada Ivan Pinheiro, Secretário Geral do PCB, a atividade, promovida pelo Comitê Central do Partido e tendo ainda o maior movimento social brasileiro contemporâneo, o MST, através da sua Editora Expressão Popular, como patrocinador da reedição da obra, estava carregada de simbolismos políticos, ao associar o balanço dos anos 60, em que os comunistas foram importantes protagonistas da história do Brasil, com os tempos atuais, de reconstrução das esquerdas brasileiras comprometidas de fato com as lutas anticapitalistas e anti-imperialistas e com a alternativa socialista.

Nas palavras de José Paulo Netto, autor do prefácio desta edição da obra, impresso na orelha do livro: "Dênis de Moraes, nestas páginas em que o talento do escritor dá as mãos à argúcia do jornalista que investiga, nos oferece a prova decisiva da validez do antigo juízo de Mário de Andrade: a história não é exemplo, é lição."


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