Fundada em primeiro de agosto de 1927. OUSAR LUTAR! OUSAR VENCER!
domingo, 4 de dezembro de 2011
A UJC do Paraná repudia o ataque de neonazistas contra um militante do PCdoB
sábado, 26 de novembro de 2011
A UJC participará, por mais um ano, da organização combativa do DCE na Universidade Estadual de Maringá!

A Chapa "Movimente-se UEM" (Chapa 1) venceu as eleições para o Diretório Central dos Estudante da UEM (Universidade Estadual de Maringá). O grupo composto por importantes forcas da esquerda do movimento estudantil, como a União da Juventude Comunista (UJC), Barricadas Abre Caminhos e ANEL (além dos independentes), e que encabeçou a vitoriosa ocupação da reitoria, permanecera à frente da entidade por mais um ano!
Nesta quarta-feira (23 de novembro) compareceram às urnas 2059 alunos, desses, 68,5% (1393) votaram na chapa Movimente-se UEM, enquanto que a oposição, "UEM nos UNE" (PC do B e PT), obteve 31,5% dos votos válidos (642). Brancos e nulos somaram 24 votos.
Composta por 163 membros, a Movimente-se UEM terá como principais bandeiras (a)exigir o cumprimento das promessas feitas pela administração da universidade e pelo Governo do Estado ao fim da ocupação da reitoria e (b)não ceder a nenhum direito já conquistado. E como para muitos a Movimente-se UEM foi a melhor gestão dos últimos 10 anos em Maringá, “time que está ganhando não se meche”, o grupo marcou o compromisso de manter a forma como organizou/estruturou a entidade ao longo do ano de 2011: reuniões abertas com voz e voto para os estudantes, divisão em comissões (ex. Comissão de politica, de cultura e lazer, de meio ambiente etc.) e decisões tomadas em assembleias.
A esse respeito, também, o objetivo para 2012 é dinamizar ainda mais as tomadas de decisões e elevar cada vez mais o numero de participações e o nível dos debates a cerca do universo acadêmico e do ensino superior publico. Tudo isso para o movimento estudantil da UEM permanecer politicamente consciente e combativo na medida em que mantem sua representatividade e fortalece ainda mais as bases para enfrentar os possíveis ataques, em 2012, tanto da reitoria, como do governo estadual e federal.
A UJC-Maringá neste feito, com seus quadros renovados para o ano quem vem, continuará com uma atuação combativa no interior da entidade. Fazendo valer seus princípios e a sua estrategia, ao que diz respeito a sua atuação no interior da gestão, manterá como prioridade a manutenção e fortalecimento da frente de esquerda que se construiu em torno da mesma e continuamente elevará o debate comunista do interior do movimento estudantil, bem como de toda comunidade acadêmica. A vitoria, portanto, é de todos os camaradas! Aqui em Maringá, ousamos lutar, e vencemos! Que sejamos apenas mais um de centenas de DCEs combativos pelo Brasil e que vejamos num futuro pouco distante o movimento estudantil nacional retornar a sua articulação combativa e vitoriosa. Um futuro onde todos ousarão lutar e ousarão vencer!
Saudações comunistas! UJC- Maringá
sexta-feira, 25 de novembro de 2011
Cuba confirmada como o país com melhor desenvolvimento humano da América Latina
O documento mostrou os grandes contrastes sociais e as necessidades de trabalharmos unidos pelo progresso, como, por exemplo, a questão da natalidade. Enquanto nas nações européias mais industrializadas nascem 1,5 crianças por mulher, na África – de alarmantes indicadores sócio-demográficos e grande pobreza –, nascem cinco bebês por mãe.
Esta conquista de Cuba se soma a sua reconhecida luta contra o racismo, a desnutrição infantil e sua comprovada qualidade em todos os níveis de educação.
quarta-feira, 23 de novembro de 2011
Mensagem do novo comandante das FARC: Assim não, Santos, assim não!
E ainda mais grave é matá-los. Pretender exibir-se como modelo de civilização e decência dando a ordem de despedaçá-los à base de bombas, chumbo e balas. Ou como seja. Por exemplo, com dois tiros pelas costas quando se chega à noite em casa. Ou moídos a golpes numa cela. Ou esquartejados com uma serra. Ou com a cabeça cortada a facão.
Ao expressar a dor que a torturava pela morte de seu Chefe, uma guerrilheira dizia que homens como ele ficariam para a posteridade e o povo lembraria deles como o que foram: imortais. Outro enviava uma nota a seus comandantes dizendo: aqui estamos para ajudar em todas as tarefas que vocês nos orientem. Brindamos-lhes nossa solidariedade nesse momento.
Eu não sei. Mas isso de ostentar poder e se mostrar ameaçador e brutal não pode ganhar a simpatia de ninguém. De ninguém que não seja ostentoso e brutal como aquele que o faz. A história nos ensina que a imensa maioria de seres humanos repugna esse tipo de fanfarronice. Desde crianças aprendemos que somente os tipos mais malvados atuam dessa maneira.
Com o tempo aprendemos a associar essas condutas aos seres mais perversos. Matar de maneira selvagem a um ser humano, com métodos notoriamente desproporcionais, parar diante do seu cadáver e enfatizar a outros que lhes têm reservado o mesmo tratamento, tem a virtude de produzir um efeito contrário. Nenhum homem se deixará humilhar desse modo.
Homero foi um professor em desentranhar a alma. Depois de dialogar com Príamo, Aquiles compreende a dimensão dos troianos e a baixeza da causa grega. Assume o miserável de haver desmoralizado o cadáver de Heitor, atado a seu carro, diante dos seus seres queridos e seu povo. Por isso, decide sacrificar-se na batalha, para não aparecer como vencedor com esse exército.
São os gestos de sua grandeza moral que fazem os homens imperecíveis. Somente as mentes mais doentes e alienadas podem sentir alguma simpatia por Adolf Hitler. Ainda que em seu momento muitos o houvessem aplaudido. O tempo acabou por situá-lo no infame lugar que lhe correspondia. Acredito que aos Santos e Pinzones o destino reserva-lhes uma sorte similar.
Não pode ser de outra maneira. O grau de ruindade moral que exibem horroriza ao mais são dos juízos. Pouca gente conhece o reinado do imperador romano em que foi crucificado Jesus. Mas acredito que independente de qualquer crença, em todas as partes se professa o mais elevado respeito por ele. Porque preferiu o suplício e a cruz a renunciar a suas idéias.
É porque essas idéias abrigaram um altíssimo grau de humanidade. Eram boas, buscavam a felicidade geral, enalteciam os pobres e inclusive fustigavam os ricos, proclamavam que todos os homens eram iguais. Somente propunha aos homens e mulheres que abandonassem tudo e o seguissem na propagação dessa fé, dessa verdade, dizia.
Mas o coroaram com espinhos, o bofetearam, o crucificaram e o lancearam. Burlaram-se dele. Preferiram liberar em seu lugar ao pior dos criminosos. No entanto foi esse Cristo quem sobreviveu. Mesmo que tenham perseguido por séculos seus seguidores. De nada serviu jogá-los aos leões ante a aclamação geral da plebe no circo.
Esta gente leva meio século nisso, Santos. Alguns, de cabeça branca, contam histórias de seus dias em Marquetália. Outros falam dos anos em Guayabero, dos primeiros diálogos de Belisario. Até afirmam que se naquele então o governo tivesse pensado melhor, as coisas no país teriam sido muito distintas. A soberbia foi mais forte que a razão.
Muitos contam experiências da guerra integral de Gaviria e sua criação de brigadas móveis. E muitíssimos estavam aqui no Caguám. Uma enorme massa chegou a estas filas. Nesse tempo, seguramente, se apresentaram muitas deserções e traições. Mas não foi o determinante. São mais e mais revolucionários e quadros convencidos.
Esta gente construiu uma epopéia sem antecedentes em nenhum lugar nem época histórica. Não haveria sido possível sem o mais extraordinário altruísmo. Nem sequer as forças especiais do Exército puderam operar no terrível inverno dessas abruptas cordilheiras guerrilheiras. Mas lá mesmo vivem eles, amam, sonham um mundo melhor e lutam para consegui-lo.
Primeiro, entre grosseiras fofocas, exibiram o corpo despedaçado de Raúl Reyes. Depois mostraram exultantes a mão arrancada de Iván Rios. Rugiram orgulhosos mais tarde quando com toneladas de bombas tiraram a vida de Mono. Agora, chorando de felicidade, anunciam a morte de Alfonso. Macabro rosto dessa bela democracia.
A cabeça de José Antonio Galán, assim como cada uma de suas extremidades, exibidas para gerar desânimo e evitar outro levantamento comunitário, não conseguiram impedir a luta pela independência. Nem seu triunfo. O povo teve milhares de mortos, feridos e enormes sofrimentos. Teria sido melhor de outra maneira, mas a Coroa não quis.
As FARC são milhares e milhares de revolucionários que suportam as mais duras das condições porque acreditam firmemente na sua causa. Não ganham um só centavo, não possuem nada material, o movimento dá o que necessitam. E o movimento são todos eles. São uma impressionante criação histórica, aqui, na Colômbia, ante nossos olhos. Assim não, Santos, assim não.
Novembro de 2011
terça-feira, 22 de novembro de 2011
Chevron: a conta é da ANP, a “Agência Nacional da Privataria”
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Partido Comunista Brasileiro – Fundado em 25 de Março de 1922
segunda-feira, 21 de novembro de 2011
É PRECISO FORTALECER A SOLIDARIEDADE AO POVO E A JUVENTUDE COLOMBIANA (Nota da União da Juventude Comunista)
Em nosso continente a militarização e a criminalização a qualquer tipo de resistência que se oponha a essa lógica perversa, tem se apresentado cada vez mais constante e agressiva diante daqueles que ousam lutar. Neste sentido o que ocorre na Colômbia é emblemático na América Latina, tanto pela resistência popular que criou, quanto pela agressividade reacionária que há tantos anos o Governo Narco-terrorista daquele país tenta impor.
Neste país vizinho e de povo irmão, que o Imperialismo tem cometido seus maiores crimes contra a humanidade. O assassinato, no dia 4 de novembro, do Comandante Alfonso Cano, líder das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC-EP), pelo exército colombiano com o apoio dos Estados Unidos e de Israel, representa não só um duro golpe as possibilidades de construção de uma saída pacífica para o conflito, que dura mais de 47 anos, como conduz a uma agudização da guerra instaurada no país.
Os Fareanos continuarão sua luta, pois o motivo que os tem mobilizado por tantas décadas não se extinguiu do território colombiano. A exploração capitalista e o domínio imperialista persistem naquele país. Somente a resistência popular e o enfrentamento a este modelo de sociedade poderá resultar em saídas que contemplem uma sociedade de paz, de igualdade e justiça social. Assim como os estudantes colombianos tem intensificado suas lutas, os protestos e as mobilizações sociais e populares tendem a se intensificar na Colômbia.
A União da Juventude Comunista se solidariza a todas as formas de luta, que tem sido travadas pelo povo colombiano. Entendemos que a autodeterminação dos povos é um direito fundamental e cada povo escolhe suas armas e qual caminho deve seguir. Denunciamos o Governo Narcoterrorista de Santos, seus apoiadores em nosso país e também aqueles que por interesses mesquinhos e pontuais preferem silenciar diante de um crime, tornando-se também cúmplices dele.
Somamos-nos às vozes que pela América Latina e pelo Brasil entendem que é preciso reforçar a solidariedade ao povo colombiano, por uma saída pacifica e democrática ao conflito. Apoiamos a proposta dos camaradas da Juventude Comunista do Equador de construção imediata de uma Coordenação Juvenil de Solidariedade aos Povos em Luta em nosso continente, assim como devemos envidar todos nossos esforços na construção junto a outras forças políticas progressistas e democráticas de Comitês de Solidariedade ao Povo Colombiano, em todos os estados do Brasil.
Viva a memória do Camarada Alfonso Cano!
Toda solidariedade ao Comandante Timoleón Jiménez!
Todo apoio aos camaradas das FARC-EP!
Pelo fortalecimento da solidariedade ao povo colombiano!
Viva o Socialismo!
sábado, 19 de novembro de 2011
VI Congresso Nacional da União da Juventude Comunista (Comunicado 1)
A Coordenação Nacional da UJC, reunida nos dias 13 e 14 de novembro de 2011 no Rio de Janeiro, convoca o VI Congresso Nacional da UJC com o seguinte cronograma:
Até 31 de dezembro- Envio para a secretaria nacional de comunicação contribuições dos núcleos e das coordenações estaduais sobre temas referentes aos temas do VI Congresso a serem utilizados ou não na escrita das pré-teses congressuais a serem feitas pela CN. Repasse das coordenações estaduais do Rio de Janeiro, Minas Gerais e Santa Catarina com informações objetivas sobre as condições para a realização do congresso. Confirmação, por parte da CN sobre a data e o local do VI Congresso. 29 de Janeiro- Repasse por parte das coordenações estaduais, o recadastramento dos MILITANTES da UJC. A Coordenação Nacional enviará para as estaduais, até o final do ano de 2011, o modelo do cadastro. 27 de Fevereiro- Divulgação das pré-teses congressuais. Março/Abril- Congressos dos núcleos / estaduais Maio/Junho - VI Congresso Nacional da UJC Novembro de 2011, Coordenação Nacional da União da Juventude Comunista - Brasil
quinta-feira, 17 de novembro de 2011
Saudação ao povo negro
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quarta-feira, 16 de novembro de 2011
A Comuna de Paris, A Revolução Russa e a indignação - Por: Mauro Luis Iasi
O movimento que se autodenominou como occupy Wall Strett (ocupem Wall Strett) e que se alastrou por mais de 25 cidades norte-americanas desde setembro deste ano tem sido identificado como um bom exemplo desta indignação que parece tomar conta de algumas pessoas antes tão pacatas e acomodadas nas benesses do chamado primeiro mundo. Tentando acalmar a ordem, o senhor Richard Locke (não sabemos se carrega além da coincidência do nome algum parentesco com o famoso John Locke, mas certamente algumas de suas idéias) afirma que tais manifestações não podem ser identificadas com nenhuma intenção extremista contra o sistema vigente, completando: "é apenas uma manifestação difusa em torno da profunda infelicidade diante das condições econômicas dos Estados Unidos".
O chefe da cadeira de Ciência Política do MIT (Massachusetts Institut of Technology) acredita que aqueles que estão ocupando as ruas e praças buscam apenas um "sistema econômico menos ganancioso e corrupto". Estamos diante de dois fenômenos que nos chamam a atenção: primeiro a tendência de alguns analistas em atribuir sua intencionalidade aos fenômenos que estudam; segundo o persistente equívoco na compreensão das ações de massa e sua relação com a intencionalidade dos processos históricos.
Enquanto alguns se animam mais do que devem com as manifestações acreditando que ali já emerge um questionamento societário de caráter socialista, o que de fato não é, outros procuram se acalmar, como Locke, acreditando que não passa de uma "manifestação difusa" de descontentamento.
Quando os trabalhadores de Paris, em 1871, tomaram a cidade, não o fizeram para iniciar a transição socialista ou inventar a nova forma do Estado que nos levaria ao comunismo, da mesma forma as mulheres e os operários russos que marcharam na greve geral de fevereiro de 1917 foram certamente movidos por uma grande insatisfação com as condições econômicas e, principalmente, com os efeitos da Guerra. Se o senhor Richard Locke estivesse por lá com seus incríveis cabedais científicos do MIT diagnosticaria que não traziam a intenção definida de uma ação extremista contra o sistema vigente e almejavam apenas um sistema menos ganancioso e corrupto, ou mais precisamente, um sistema que não os deixasse tão infelizes.
Os trabalhadores russos, anos antes da epopéia revolucionária, em janeiro de 1905, marcharam ao Palácio do Czar em São Petersburgo para entregar um abaixo assinado à Nicolau II no qual diziam:
O desenrolar dos fatos pode contribuir decisivamente para superar em parte o senso comum dos participantes, embora seja um pouco mais pessimista quanto as possibilidades do cientista político do MIT. Quando os manifestantes se aglomeram nas praças e atacam os banqueiros e financistas, a polícia prontamente vem para desalojá-los e as prisões começam (só em outubro foram mais de 700 presos). Ficamos sabendo por um artigo de Amy Goodman no Democracy Now que J.P. Morgam e o Chase Mahatan Bank doaram U$ 4,6 milhões de dólares à Fundação da Polícia da Cidade de New York, ao mesmo tempo em que os banqueiros receberam cerca de 1 trilhão de dólares para aliviar seus problemas com a crise.
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